Governadora Hana Ghassan inicia segunda fase da operação “Escudo Feminino” em todo o Pará

Ação mobiliza quase 900 agentes de segurança em mais de 80 municípios para reforçar o combate à violência contra a mulher.

A governadora do Pará, Hana Ghassan, deu início nesta segunda-feira, 18, à segunda fase da operação “Escudo Feminino”, realizada simultaneamente em mais de 80 municípios paraenses. A ação ocorre nos dias 18 e 19 de maio e tem como objetivo intensificar o combate à violência contra a mulher em todas as regiões do estado.

O lançamento da operação ocorreu no estacionamento do Mangueirão, em Belém, reunindo forças de segurança estaduais e órgãos parceiros.

Segundo a governadora, a iniciativa reforça o compromisso da gestão com a proteção das mulheres paraenses.

“A violência contra a mulher será combatida de forma efetiva. Nosso compromisso é fazer com que as mulheres paraenses se sintam protegidas. Esse também é um recado claro aos agressores: criminoso não terá paz no nosso governo. Faremos quantas operações forem necessárias para proteger as mulheres e a população do nosso estado”, afirmou Hana Ghassan.

A operação mobiliza 894 agentes das Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Científica, Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e demais órgãos vinculados à Secretaria de Segurança Pública (Segup).

Durante os dois dias de atuação, as equipes realizarão:

  • rondas ostensivas;
  • monitoramento e investigação;
  • fiscalização de medidas protetivas;
  • atendimento prioritário às ocorrências envolvendo mulheres.

O Centro Integrado de Operações (Ciop) também terá atendimento reforçado, especialmente para mulheres cadastradas na plataforma “SOS Mulher 190”.

O secretário de Segurança Pública, coronel Ed-Lin Anselmo, destacou a atuação integrada das forças de segurança.

“Estamos com equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica e demais órgãos do sistema de segurança atuando de forma integrada para garantir mais proteção às mulheres. Essa operação é uma demonstração clara de que o Estado não tolera violência contra a mulher e de que os agressores sentirão o rigor da lei”, afirmou.

Atuação integrada em todo o estado

A operação ocorre simultaneamente nas 16 Regiões Integradas de Segurança Pública do Pará, com reforço nas Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deam) e acompanhamento de vítimas com medidas protetivas em vigor.

A ação também conta com o uso das chamadas “lanchas rosas” em Belém e Breves, ampliando o atendimento especializado às comunidades ribeirinhas.

Entre as ações previstas estão:

  • 170 visitas de fiscalização de medidas protetivas;
  • 570 averiguações de ocorrências geradas pelo 190;
  • visitas técnicas baseadas em chamados da plataforma SOS Mulher.

As ocorrências registradas pelo serviço 190 terão prioridade de atendimento em tempo real durante toda a operação.

O delegado-geral da Polícia Civil, Raimundo Benassuly, ressaltou a importância das Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher no acolhimento das vítimas e investigação dos casos.

Já a Polícia Militar informou que mais de 500 policiais e cerca de 200 viaturas foram mobilizados para reforçar o policiamento ostensivo em todo o território paraense.

A Secretaria de Administração Penitenciária atuará por meio da Central Integrada de Monitoramento Eletrônico (Cime), criando zonas de exclusão para monitorados por violência doméstica e auxiliando na localização de foragidos.

A Polícia Científica dará prioridade a exames e perícias relacionados à violência doméstica, enquanto o Corpo de Bombeiros ficará de prontidão para atendimentos pré-hospitalares.

Resultados da primeira fase

A primeira edição da operação “Escudo Feminino”, realizada em abril deste ano, resultou em:

  • 23 prisões em flagrante;
  • 2.602 atendimentos a mulheres;
  • visitas a mais de mil endereços de vítimas com medidas protetivas.

Tecnologia como aliada

A operação também reforça a divulgação da plataforma “SOS Mulher – Proteção Sem Palavras”, lançada em abril pela governadora Hana Ghassan.

O sistema permite que mulheres previamente cadastradas acionem o 190 sem necessidade de comunicação verbal. A tecnologia identifica automaticamente a vítima e permite o monitoramento em tempo real da localização, agilizando o envio das equipes de segurança.

Fonte: Agência Pará.

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