Repasses à Previdência de Ananindeua caíram na gestão Daniel Santos, apontam documentos

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Nossa redação recebeu informações de que documentos do Ministério da Previdência Social apontam uma queda expressiva nos repasses feitos pela Prefeitura de Ananindeua ao regime próprio de previdência dos servidores durante a gestão do ex-prefeito Daniel Santos.

Segundo os dados do Demonstrativo de Informações Previdenciárias e Repasses (DIPR), os valores destinados ao instituto previdenciário municipal teriam caído de cerca de R$ 3 milhões mensais para uma média próxima de R$ 600 mil.

A redução representa aproximadamente 80% nos repasses e levanta preocupação sobre a saúde financeira do regime previdenciário responsável por garantir aposentadorias e pensões de servidores municipais.

Folha permaneceu estável

De acordo com os relatórios recebidos pela redação, a folha de pagamento do município permaneceu na faixa de R$ 15 milhões mensais. Os descontos previdenciários dos servidores continuaram sendo realizados nos contracheques.

O questionamento recai sobre o destino dos valores que deveriam ser transferidos ao fundo previdenciário. Conforme os dados citados, em janeiro e fevereiro, a gestão repassava cerca de R$ 3 milhões por mês, somando a contribuição patronal e a parcela descontada dos trabalhadores.

A partir de abril, os repasses teriam sido reduzidos para aproximadamente R$ 600 mil mensais, sendo cerca de R$ 322 mil referentes à contribuição patronal e R$ 282 mil à contribuição dos servidores.

A diferença estimada é de aproximadamente R$ 2,4 milhões por mês que deixaram de ser transferidos ao regime próprio de previdência.

Risco para servidores

A redução nos repasses preocupa porque pode comprometer o equilíbrio financeiro do sistema previdenciário municipal. O fundo é responsável pelo pagamento futuro de aposentadorias e pensões de professores, profissionais da saúde e demais servidores públicos de Ananindeua.

Especialistas em gestão previdenciária alertam que a falta de regularidade nos repasses pode gerar déficit, atrasos futuros e necessidade de medidas de compensação financeira pelo município.

O caso também amplia o desgaste político de Daniel Santos, que deixou a Prefeitura de Ananindeua e hoje se apresenta como pré-candidato ao Governo do Pará.

Cobrança por explicações

As informações recebidas pela redação reforçam a necessidade de esclarecimentos sobre a queda nos repasses e sobre a destinação dos valores descontados dos servidores.

Até o momento, não há informação sobre justificativa técnica ou legal para a redução apontada nos relatórios. Daniel Santos tem espaço aberto para se posicionar sobre o caso.

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