
Sesma promove seminário para fortalecer combate às ISTs e ao HIV
A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), realizou neste sábado (27) o II Seminário Amazônico de Atualização em HIV/AIDS, Tuberculose, Hepatites Virais, MPOX, Sífilis e HTLV. O evento reuniu cerca de 150 profissionais da Rede de Atenção à Saúde, da Vigilância em Saúde e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS).
A programação ocorreu no auditório da Faculdade UniEsamaz e teve como objetivo fortalecer a qualificação da assistência prestada à população.
Promovido pela Referência Técnica em ISTs e Hepatites Virais da Sesma (RT IST HIV/AIDS), em parceria com o Núcleo de Educação Permanente (NEP), o seminário apresentou atualizações sobre protocolos clínicos, diretrizes terapêuticas e estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento oportuno de doenças de relevância em saúde pública.
Para a coordenadora da Referência Técnica em ISTs e Hepatites Virais da Sesma, Stephanie Castro, a formação permanente dos profissionais é essencial para melhorar o atendimento em toda a rede.
“O nosso seminário é muito importante porque traz adesão e conhecimento. Estamos aqui com a Atenção Primária, urgência e emergência de Belém, toda a rede de atenção. Para conseguirmos levar prevenção e diagnóstico em tempo oportuno aos nossos pacientes, precisamos da parceria entre todos os serviços. Por isso é importante que todos estejam presentes para levar conhecimento e prevenção a quem precisa de nós”, destacou.
Atualização para fortalecer a assistência
Ao longo da programação, especialistas participaram de palestras e mesas-redondas sobre HIV, PrEP e PEP, hepatites virais, tuberculose, sífilis, MPOX e HTLV.
Também foram discutidos os desafios da assistência aos pacientes, fluxos atualizados de atendimento e experiências exitosas desenvolvidas na rede pública de saúde.
Um dos destaques foi a apresentação do Circuito Rápido de AIDS Avançada, implantado há seis meses no Casa Dia, unidade de referência da rede municipal. A iniciativa atende atualmente cerca de 200 pessoas em Belém.
Segundo a gerente do Casa Dia, Márcia Izola, o serviço tem garantido mais agilidade no atendimento a pacientes em situação de maior vulnerabilidade.
“Para nós do Casa Dia é excelente participar de um evento como esse, que promove troca de conhecimento e atualização para aprimorar o manejo dos pacientes. Tivemos a oportunidade de apresentar a experiência do Circuito Rápido de AIDS Avançada, implantado há seis meses e que hoje atende cerca de 200 pessoas em Belém. São pacientes que chegam em estado mais grave e conseguem iniciar todo o atendimento em menos de uma semana, realizando exames e iniciando rapidamente o tratamento. Já observamos melhora na carga viral graças à agilidade da assistência”, afirmou.
A iniciativa também fortaleceu a integração entre profissionais da Atenção Primária, Atenção Especializada, Vigilância em Saúde e gestão, incentivando práticas baseadas nas evidências científicas mais recentes.
Para o agente de combate às endemias Jonielson Alves, a capacitação representa um investimento direto na qualidade do serviço prestado à população.
“A importância é muito grande para adquirirmos conhecimento e prestarmos um serviço ainda melhor à população. Nosso trabalho na Atenção Primária fortalece o vínculo com os usuários e ajuda a levar mais pessoas às unidades de saúde, contribuindo para melhorar a saúde da nossa cidade”, disse.
Integração entre serviços e sociedade civil
Além das atividades técnicas, o seminário contou com a participação de representantes de movimentos sociais, que contribuíram para o debate sobre acolhimento, prevenção e garantia de direitos das pessoas que vivem com HIV e outras infecções.
Para o ativista de direitos humanos Denilson Silva, coordenador do Movimento Atitude Afro Pará, a qualificação permanente dos profissionais fortalece toda a rede de cuidado.
“É importante o engajamento de toda a rede e a soma de esforços contínuos entre todos os atores da Atenção Primária, da média e da alta complexidade. Essa atualização precisa ser permanente para evitar falhas na comunicação, prescrições inadequadas e atendimentos sem excelência. É um grande desafio, mas é fundamental que os profissionais estejam capacitados para oferecer essa resposta, incluindo também a sociedade civil nesse processo”, afirmou.
A qualificação dos profissionais impacta diretamente a qualidade do atendimento aos usuários do SUS. A iniciativa fortalece as ações de prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e vigilância em saúde, além de contribuir para um cuidado mais humanizado, integrado e resolutivo na Rede Municipal de Saúde.
Com informações da Agência Belém.





