
Família denuncia falta de assistência a idoso de 96 anos na UPA do Icuí-Guajará
Paciente diabético e com necrose avançada no pé quase teria sido mandado para casa, apesar da existência de leito disponível; atendimento foi realizado após reclamação de familiares.
Um idoso de 96 anos, diabético e com quadro avançado de necrose no pé, quase teria sido mandado de volta para casa após procurar atendimento na UPA do Icuí-Guajará, em Ananindeua, segundo informações encaminhadas à reportagem. De acordo com a denúncia da família, havia leito disponível na unidade, mas a internação teria sido inicialmente recusada pelo médico de plantão.
Os documentos recebidos pela redação relatam que a assistência somente teria avançado depois de reclamações e pressão dos familiares. Após a mobilização, teriam sido realizados procedimentos como a troca da sonda gástrica e a renovação dos curativos, além da designação de outro médico para avaliar o quadro clínico e emitir laudo sobre a necrose.
As informações apresentadas nesta reportagem foram encaminhadas à redação e reproduzem a denúncia apresentada sobre o atendimento. O espaço permanece aberto para manifestação dos profissionais, da unidade de saúde, da Prefeitura de Ananindeua e dos demais envolvidos.
Família relata tentativa de alta mesmo diante de quadro grave
Segundo os relatos recebidos, o paciente apresentava um quadro considerado grave pela família. Mesmo assim, teria sido cogitada sua liberação da unidade.
Um dos documentos afirma que o idoso “quase foi mandado de volta para casa”, apesar da existência de leito disponível, e que procedimentos considerados essenciais pela família só teriam sido realizados após a reação dos parentes.
O segundo documento acrescenta que, depois da reclamação, um novo médico teria sido chamado para avaliar o paciente e produzir um laudo sobre a necrose, necessário para orientar o tratamento.
Caso reacende questionamentos sobre atendimento na rede municipal
Os dois materiais encaminhados à reportagem relacionam o episódio a críticas mais amplas sobre a qualidade da assistência oferecida pela rede pública de saúde de Ananindeua.
Um dos documentos sustenta que existe contraste entre a imagem de destaque da saúde municipal divulgada durante a gestão do ex-prefeito Daniel Santos e as dificuldades relatadas por pacientes que procuram postos de saúde e UPAs do município.
O caso do idoso é utilizado no material como exemplo desse questionamento. O documento afirma que moradores enfrentariam dificuldades de atendimento em situações de vulnerabilidade e associa o episódio ao serviço prestado pela rede municipal.
No entanto, as informações encaminhadas à redação não apresentam, por si só, elementos suficientes para atribuir responsabilidade pessoal a Daniel Santos pelo atendimento específico do paciente. O episódio diz respeito à assistência relatada na UPA do Icuí-Guajará e deve ser analisado separadamente das avaliações políticas feitas pelos autores dos documentos.
Atendimento teria ocorrido somente após reclamação
A principal convergência entre os dois documentos está na sequência do atendimento: o idoso teria chegado à unidade com necrose avançada no pé, enfrentado resistência inicial à internação e recebido os procedimentos após a mobilização da família.
Entre os procedimentos mencionados estão a troca da sonda gástrica, renovação dos curativos e nova avaliação médica.
Os documentos não informam o desfecho clínico do paciente nem apresentam informações posteriores sobre sua eventual internação, transferência ou evolução do quadro.
O espaço permanece aberto para que a Prefeitura de Ananindeua, a direção da UPA do Icuí-Guajará, os profissionais citados e Daniel Santos apresentem esclarecimentos ou sua versão sobre as informações relatadas.
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