
Ex-prefeito de Ananindeua é suspeito de superfaturamento na compra de carnes para merenda escolar
O ex-prefeito de Ananindeua, Daniel Santos, é alvo de suspeitas de superfaturamento na compra de carnes destinadas à merenda escolar. Segundo documentos disponíveis no Portal da Transparência e no Tribunal de Contas dos Municípios do Pará (TCMPA), além de levantamento divulgado pelo Diário do Pará, a gestão municipal teria pago valores acima dos praticados no mercado.
De acordo com os dados levantados, alguns produtos foram comprados por preços até duas vezes maiores que os encontrados no varejo e em contratos de outros municípios paraenses.
Um dos casos citados envolve o peito de frango sem pele e sem osso. A prefeitura teria pago R$ 32 pelo quilo do produto, enquanto o mesmo item é encontrado em supermercados e açougues por valores entre R$ 15 e R$ 20. Ao todo, teriam sido adquiridos cerca de 314 mil quilos em dois anos.
Outros cortes também apresentaram diferenças expressivas. O quilo da cabeça de lombo, também identificada como patinho, teria sido contratado por R$ 58, enquanto os preços no varejo variam entre R$ 39,99 e R$ 47. Já o coxão duro teria sido comprado por R$ 52 o quilo, acima dos valores encontrados no mercado, entre R$ 41,99 e R$ 43,50.
Diferença em relação a outros municípios
A maior discrepância apontada envolve o filé de peito de frango em tiras. Segundo os documentos, Ananindeua teria pago R$ 65 por quilo para adquirir 184 mil quilos do produto.
Em comparação, a Prefeitura de Castanhal contratou o mesmo item por R$ 18,98 o quilo. Já Bragança pagou R$ 18,68 pela pá limpa em pedaços, enquanto Bannach adquiriu o quilo de patinho por R$ 22,44.
Levantamento feito na plataforma Banco de Preços também indica que os valores pagos por Ananindeua ficaram acima das médias nacionais.
No caso do bife de patinho, a média nacional foi de R$ 41,35, enquanto o município teria contratado o produto por R$ 58. Para o filé de peito de frango, a média registrada foi de R$ 21,38, valor inferior aos R$ 32 pagos pela gestão municipal.
Apuração dos contratos
As suspeitas envolvem contratos de fornecimento de alimentos para a rede municipal de ensino. Os documentos citados apontam a necessidade de apuração sobre a compatibilidade dos preços contratados com os valores de mercado, especialmente por se tratar de recursos destinados à alimentação escolar.
O caso reforça a importância da fiscalização sobre compras públicas, sobretudo em áreas essenciais como a educação. A merenda escolar é um serviço básico e deve garantir qualidade aos estudantes, com aplicação correta dos recursos públicos.
Com informações do nosso parceiro. DOL





