Clécio Luís defende ‘feminicídio zero’ durante ato que reúne multidão em Laranjal do Jari
Cerca de 10 mil pessoas ocuparam as ruas de Laranjal do Jari, no sábado (28), durante a 10ª Corrida e Caminhada da Mulher, em um grande ato de mobilização contra a violência de gênero no Amapá.
O evento foi marcado pelo apelo coletivo por “feminicídio zero”, defendido pelo governador Clécio Luís, que destacou a necessidade de envolvimento de toda a sociedade no enfrentamento ao problema.
“Essa precisa ser uma meta de todos nós. O combate à violência exige atenção, união e prevenção”, afirmou o governador.
Mobilização e protagonismo feminino
Com o tema “A Mulher Amapaense no Centro do Debate”, a programação reforçou o protagonismo feminino, com ampla participação popular e apoio de homens na causa.
A iniciativa, promovida pela Prefeitura de Laranjal do Jari e idealizada pela deputada Alliny Serrão, consolidou-se como um dos maiores eventos do gênero no estado.
Mais do que uma atividade esportiva, a ação se firmou como um movimento de conscientização e engajamento social.
Reforço na segurança
Durante o evento, o governo estadual anunciou medidas para ampliar a proteção às mulheres:
- Entrega de duas viaturas para reforçar a aplicação da Lei Maria da Penha;
- Implantação da Operação Satélite, voltada ao monitoramento de agressores com tornozeleira eletrônica.
Segundo o governo, a iniciativa já apresenta resultados positivos, sem registros de feminicídio entre monitorados.
Impacto econômico e cultural
Além da mobilização social, a programação também impulsionou a economia local. Comerciantes aproveitaram o grande fluxo de pessoas para ampliar a renda, enquanto o setor de serviços — como transporte e hospedagem — registrou aumento na demanda.
A agenda incluiu ainda shows de artistas nacionais e regionais, ampliando o acesso ao entretenimento e valorizando a cultura local.
Evento consolidado
Criada em 2017, a Corrida e Caminhada da Mulher evoluiu de incentivo ao esporte para um instrumento de inclusão, conscientização e defesa dos direitos das mulheres.
Hoje, o evento simboliza a união da sociedade na luta contra a violência e pela valorização da vida feminina.
Fonte: Agência Amapá.





