Cúpula poderá assinar criação do Parlamento Amazônico
A Cúpula da Amazônia, uma reunião fundamental para o futuro da região, está prestes a se reunir em Belém, com uma agenda que promete ter repercussões profundas. O encontro da próxima semana visa discutir a formalização de um parlamento composto por membros de Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Esses países, membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), estão alinhados em seus esforços para desenvolver uma governança coletiva sobre questões ambientais e de desenvolvimento na região amazônica.
A Declaração de Belém, que será assinada pelos presidentes dos países participantes ao final da Cúpula, planeja instituir um grupo de trabalho para explorar a criação do Parlamento Amazônico. Este movimento é uma extensão das conversas anteriores entre líderes políticos, incluindo o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que expressou apoio à ideia em julho.
O diretor-executivo da OTCA, Carlos Alfredo Lazary Teixeira, esclareceu que a formalização exigiria a criação de um protocolo adicional ao Tratado de Cooperação Amazônica. A proposta é que o Parlamento Amazônico funcione como um organismo supranacional, sujeito à aprovação dos congressos dos oito países signatários. A natureza exata do parlamento – seja ele um órgão deliberativo, como o Parlamento Europeu, ou meramente consultivo – ainda está em discussão.
O atual Parlamento Amazônico, presidido pelo senador brasileiro Nelsinho Trad (PSD-MS), opera sem reconhecimento formal da diplomacia internacional ou dos países-membros da OTCA. Conhecido como Parlamaz, ele foi criado em 1989, mas permaneceu inativo por mais de uma década. A coordenação é feita pelo gabinete de Trad no Senado, e o órgão tem enfrentado críticas por falta de representação adequada dos territórios amazônicos.
A discussão sobre a formalização do Parlamento Amazônico tem gerado diversas opiniões. O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (Psol-PA), por exemplo, vê a formalização como uma etapa crucial no processo de integração regional, apesar de algumas contradições políticas. Para o climatologista Carlos Nobre, a proposta é excelente para buscar soluções sustentáveis, combater o crime organizado e eliminar o desmatamento na região.
A Cúpula da Amazônia é, portanto, um momento crítico para a cooperação regional. A formalização do Parlamento Amazônico pode ser um passo vital na direção de uma governança unificada que promova o desenvolvimento sustentável e a preservação da maior floresta tropical do mundo.
Com informações da GloboNews.
CONTINUE ACOMPANHANDO
Mais notícias da sua região
Notícias de
Carregando notícias…
Ver todas as notícias da regiãoO que você achou desta notícia?
✓ Obrigado por participar! Sua reação foi registrada.
Não foi possível registrar sua reação. Tente novamente.
🔒 Privacidade: este recurso não solicita nem armazena dados pessoais. Registramos apenas totais agregados de reações. Sua escolha fica salva somente neste navegador para evitar votos repetidos.





