ONU debate convergência entre transição energética e restauração de

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Especialistas reunidos em Ulaanbaatar, na Mongólia, discutiram nesta semana iniciativas para conciliar a expansão de energias renováveis com a proteção e a recuperação de ecossistemas terrestres. O encontro ocorreu no âmbito de uma conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre desertificação.

Segundo o diretor da Iniciativa Global de Terras do G20 da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), Muralee Thummarukudy, a área ocupada globalmente por projetos de energia limpa pode saltar de menos de 500 mil hectares atualmente para cerca de 3 milhões de hectares até 2032.

O especialista destacou que a infraestrutura fotovoltaica, quando instalada em locais adequados, pode atuar como solução ecológica. Em desertos da China, por exemplo, painéis solares reduzem a evaporação e a intensidade dos ventos, auxiliando na fixação da areia e na regeneração da vegetação. Na Índia, sistemas solares combinados com irrigação geram eletricidade e renda extra para pequenos agricultores.

Desafios no uso do solo e planejamento

Apesar dos exemplos positivos, autoridades alertam para os impactos ambientais e sociais da ocupação de grandes extensões territoriais. O chefe da Divisão de Biodiversidade e Terras do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Julian Blanc, defendeu que o planejamento comece pela análise integrada da paisagem, considerando biodiversidade, recursos hídricos e comunidades locais antes da definição dos locais de instalação.

A oficial de programas da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), Gayathri Nair, reforçou a necessidade de evitar áreas de alto risco e de elevada biodiversidade para prevenir problemas como a alteração no fluxo de água e o aumento do risco de enchentes em bacias hidrográficas.

O evento também abordou a necessidade de gerenciar o lixo eletrônico gerado pelo descarte de painéis solares antigos, apontando a reciclagem e a economia circular como oportunidades para a recuperação de materiais valiosos.

Fonte / Com Informações: ONU News

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