Desmatamento na Amazônia atinge menor patamar desde 2013

Queda de 23% em relação ao período anterior foi impulsionada por Terras Indígenas e Unidades de Conservação, que registraram altas taxas de desmatamento zero

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O desmatamento na Amazônia chegou ao menor patamar desde 2013, com um total de 2.702 km² de floresta derrubada entre agosto de 2025 e julho de 2026. Os dados foram divulgados pelo Sistema de Alerta de Desmatamento, ferramenta de monitoramento do Imazon. A queda registrada foi de 23% em comparação ao período anterior, marcando a taxa mais baixa desde o ciclo entre 2013 e 2014, quando o índice foi de 2.046 km² na Amazônia Legal.

As Terras Indígenas destacaram-se como a categoria fundiária com menor índice de destruição, respondendo por apenas 46,96 km², o equivalente a 1,7% do total derrubado na região, apesar de ocuparem 23% do território amazônico. O levantamento aponta que quase 60% dos territórios indígenas registraram desmatamento zero no intervalo analisado.

Apenas 11 Terras Indígenas apresentaram perda de cobertura florestal superior a 1 km², sendo a TI Cachoeira Seca, situada nos municípios de Altamira, Placas e Uruá, no Pará, a que registrou a maior área desmatada. No acumulado geral, os estados do Pará, Mato Grosso e Amazonas lideraram a destruição, concentrando 70% de toda a supressão de vegetação nativa na Amazônia.

Entre as unidades de conservação, a destruição somou 239,76 km², o que corresponde a 9% do total da região. Desse total, 63% das áreas protegidas tiveram desmatamento zero, e apenas 32 unidades registraram perdas superiores a 1 km². A APA Triunfo do Xingu, localizada no Pará, foi a unidade de conservação mais afetada, com 90,87 km² de floresta perdida.

Fonte / Com Informações: ((o))eco

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