Temperatura global bate recorde em agosto e reforça alerta sobre crise climática
Dados da Copernicus confirmam recorde histórico e apontam intensificação com El Niño
Em agosto de 2026, as temperaturas médias globais ficaram 1,65 °C acima dos níveis pré‑industriais, igualando o recorde histórico registrado em julho de 2023, segundo o serviço europeu Copernicus.
O Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, órgão da União Europeia responsável por monitorar o clima terrestre, divulgou esses dados nesta quinta‑feira, 10 de setembro de 2026, reforçando a tendência de aquecimento contínuo.
A agência atribui o novo recorde à combinação de mudanças climáticas de longo prazo, impulsionadas pelas emissões de gases de efeito estufa, e à crescente influência do fenômeno climático El Niño, que eleva as temperaturas oceânicas e atmosféricas.
A Organização das Nações Unidas estima que o El Niño que se desenvolveu em 2026 terá intensidade fora do comum e deverá se estender até o início de 2027, potencializando ainda mais o aquecimento global nos próximos meses.
Na Europa Ocidental, o verão de agosto superou o calor extremo registrado em 2003, provocando a interrupção de aulas em diversas escolas, sobrecarga nos hospitais, milhares de mortes relacionadas ao calor e prejuízos significativos à produção agrícola.
Samantha Burgess, líder estratégica para o clima no programa Copernicus, descreveu agosto como “um mês notável no registro climático global”, ressaltando que seus impactos têm sido “cada vez mais sentidos por comunidades, economias e ecossistemas em todo o mundo”.
Simon Stiell, chefe do clima da ONU, declarou: “As evidências são irrefutáveis: este é o preço exorbitante da dependência da humanidade em combustíveis fósseis e a crise climática global que ela está alimentando”, ao alertar sobre os custos econômicos e sociais do calor extremo.
Especialistas alertam que a ultrapassagem do limite crítico de 1,5 °C neste mês indica que a remoção em larga escala de dióxido de carbono da atmosfera será necessária para evitar consequências ainda mais graves ao clima global.
Os cientistas continuam monitorando a evolução do El Niño e seus efeitos sobre as temperaturas regionais, enquanto governos são instados a acelerar políticas de descarbonização.
Fonte: ICL Notícias
Fonte / Com Informações: ICL
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