Reino Unido responde a Milei e defende soberania das Malvinas
Porta-voz do premiê britânico Andy Burnham afirmou que forças armadas de prontidão protegem a soberania do arquipélago no Atlântico Sul
O governo do Reino Unido enviou nesta sexta-feira (4) um recado direto ao presidente da Argentina, Javier Milei, após o mandatário argentino anunciar medidas para intensificar a disputa histórica pelas Ilhas Malvinas, arquipélago localizado no Atlântico Sul.
Em pronunciamento realizado na noite de quinta-feira (3), Milei informou que seu governo aplicará sanções contra empresas que explorarem recursos naturais na região e construirá uma base naval integrada na província da Terra do Fogo, território onde a Argentina reivindica jurisdição sobre as ilhas.
Em resposta, um porta-voz do premiê britânico, o trabalhista Andy Burnham, declarou que as forças militares necessárias para proteger a soberania do arquipélago permanecerão no local enquanto os moradores desejarem.
"Nossas forças armadas estão de prontidão 24 horas por dia, sete dias por semana, para proteger o Reino Unido e os nossos interesses", afirmou o porta-voz, segundo informações da emissora BBC.
A disputa pelo território motivou o conflito armado entre Argentina e Reino Unido em 1982, que terminou com a vitória britânica. Desde então, Buenos Aires mantém reinindicações diplomáticas, embora a população local rejeite a incorporação pela Argentina. Em um referendo realizado em 2013, 99,8% dos moradores votaram a favor da manutenção do status de território ultramarino britânico.
O foco atual do governo argentino é o projeto Sea Lion, voltado à exploração de uma reserva de petróleo situada a 220 quilômetros ao norte do arquipélago. A iniciativa é conduzida pela empresa britânica Rockhopper em parceria com a israelense Navitas, com previsão de início da extração em 2028.
A escalada de tensões ocorre logo após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mencionou na segunda-feira (31) a possibilidade de reavaliar a neutralidade americana em relação à disputa territorial.
Fonte / Com Informações: Gazeta do Povo
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