Fachin garante transparência na crise do STF

Presidente do Supremo afirma que não haverá omissão e destaca três prioridades enquanto o governo discute reformas judiciais

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Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta sexta‑feira, 4, que “não haverá omissão” sobre a crise deflagrada na Corte ao longo da semana.

Fachin destacou a urgência de três metas: adoção de um código de ética para o STF, modernização do sistema de justiça e encerramento do inquérito das fake news conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Ele garantiu que a resposta institucional será “firme, proporcional e rigorosa”, mas alertou que a gravidade dos fatos “não autoriza atalhos” e que a apuração não pode ser precipitada.

Durante cerimônia no Palácio do Planalto, em que foram sancionadas medidas sobre fundos do Judiciário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Fachin e o ministro Gonet precisam tranquilizar a população “sem tentar esconder nada”.

Na quinta‑feira, 3, Fachin solicitou explicações aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça após relatório da Polícia Federal revelar vínculo entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex‑controlador do Banco Master.

Mendonça, relator das fraudes do Banco Master, pediu a inclusão dos indícios sobre Moraes na pauta de julgamentos do plenário do STF; Moraes, por sua vez, requereu investigação de Mendonça por suposto abuso de poder.

O ministro Flávio Dino, em post nas redes sociais, declarou que a Corte “é maior do que qualquer um que a integra”, reforçando a necessidade de preservar as instituições em momentos de tensão.

Segundo fontes, o ministro Gilmar Mendes sugeriu a Fachin que vete a atuação de delegados da Polícia Federal nos gabinetes dos magistrados do STF, argumentando risco de interferência indevida nas investigações.

Em vídeo divulgado, o presidente Lula propôs reforma do Judiciário e afirmou que “todos devem ser investigados, sem blindagem, e doa a quem doer”.

Fonte: STF via YouTube

Fonte / Com Informações: Estadão

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