Moraes inclui André Mendonça no inquérito das fake news

A medida amplia a apuração que já alcançou aliados de Jair Bolsonaro e o PCO

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O ministro Alexandre de Moraes incluiu o ministro André Mendonça no inquérito das fake news, ampliando a lista de investigados. A inclusão foi publicada na quinta‑feira (3) e marca novo capítulo em investigação iniciada em 2019.

O inquérito foi instaurado em março de 2019 por ato de ofício do ministro Dias Toffoli, sem participação do Ministério Público. Toffoli, então presidente do STF, designou Alexandre de Moraes como relator responsável, com o objetivo de investigar ataques a ministros do STF e a seus familiares.

A apuração evoluiu para abranger aliados do ex‑presidente Jair Bolsonaro, como o youtuber Allan do Santos, o advogado Bernardo Kuster e a ex‑ativista Sara Winter. Também foram incluídos membros do Partido da Causa Operária (PCO).

Nova investigação sobre vazamento de dados

Em janeiro de 2024, Moraes determinou a abertura de uma nova investigação sigilosa para apurar vazamento de dados fiscais de magistrados e familiares por servidores da Receita Federal, Coaf e Serpro. A decisão seguiu reportagens que revelaram a contratação do escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, pelo Banco Master.

Acusações contra André Mendonça

Mendonça é acusado de quebrar a imparcialidade ao favorecer políticos nas operações Sem Desconto e Compliance Zero, usurpando atribuições de órgãos de investigação. Moraes também alega que Mendonça conduziu irregularmente tratativas de colaboração premiada e direcionou apurações contra o próprio ministro e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O relatório da Polícia Federal apontou a participação de Moraes na edição de minuta de contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório de sua esposa, além de mensagens de Daniel Vorcaro pedindo intervenção.

Em resposta, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, despachou solicitando manifestações de Moraes, Mendonça, da PF e da Procuradoria‑Geral da República, concedendo prazo de cinco dias úteis. Mendonça pediu que o plenário decida sobre a ação a ser tomada.

Fonte / Com Informações: Jovem Pan

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