
Governador Clécio Luís inaugura Pavilhão Amapá e lança Plano de SocioBioeconomia na COP30
Por Vicente Crispino.
O governador do Amapá abriu oficialmente o Pavilhão Amapá na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém. O evento marcou um momento histórico para o estado, simbolizando a consolidação de décadas de esforços voltados ao desenvolvimento sustentável e à valorização da sociobiodiversidade amazônica.
“Estamos vivendo um momento muito especial para o Amapá, de concretização de muitos sonhos sonhados por gerações que contribuíram para chegarmos até aqui”, afirmou o governador, emocionado, ao dar boas-vindas a autoridades, lideranças e representantes de instituições públicas e privadas.
Reconhecimento e união em torno da sustentabilidade
Durante o discurso, o governador fez questão de citar personalidades e instituições que contribuíram para a construção de uma política sustentável no estado. Ele destacou a importância do ex-governador João Alberto Capiberibe (Capi), pioneiro em defender a bioeconomia e a sociobioeconomia como bases de desenvolvimento sustentável no Amapá.
Também foram saudados prefeitos, deputados estaduais e federais, representantes do Sebrae, da Embrapa, do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região e lideranças de órgãos ambientais, científicos e culturais. “O Amapá sempre foi referência na preservação ambiental e agora reafirma seu protagonismo com planejamento, tecnologia e compromisso social”, afirmou.
Lançamento do Plano de Apoio à SocioBioeconomia do Amapá
A cerimônia também marcou o lançamento da primeira versão do Plano de Apoio à SocioBioeconomia do Amapá, documento que consolida diagnósticos, experiências e propostas para fortalecer a economia baseada na biodiversidade amazônica.
“O plano não é uma solução definitiva, mas um instrumento de apoio e fortalecimento das políticas públicas e das iniciativas privadas voltadas à economia sustentável”, explicou o governador. Segundo ele, o material foi construído de forma colaborativa, com base em estudos, experiências locais e contribuições de pesquisadores e instituições.
O plano será disponibilizado em formato digital, permitindo que toda a sociedade tenha acesso às informações, dados e diretrizes que orientam o desenvolvimento da bioeconomia amapaense.
Da floresta ao mercado: valorizando o produto amapaense
Em sua fala, o governador ressaltou a importância de fortalecer o vínculo entre os saberes tradicionais e os novos mercados. Citou exemplos como o mel das abelhas nativas, os chocolates artesanais do Oiapoque, cosméticos e fármacos produzidos a partir da biodiversidade local.
“Esses produtos traduzem a essência da bioeconomia: transformar conhecimento em valor, respeitando a floresta e gerando renda para o nosso povo”, declarou. Ele enfatizou ainda a necessidade de ampliar o acesso aos mercados consumidores, para que os produtos da sociobioeconomia possam ter maior valor agregado e reconhecimento nacional e internacional.
Energia limpa e transição justa
O governador também apresentou o Atlas do Potencial de Energia Solar do Amapá, o primeiro de uma série de estudos que incluem energia eólica e biomassa. Os levantamentos mostram que o estado tem potencial para gerar até 54 gigawatts de energia solar limpa e 660 gigawatts de energia eólica, fora das áreas protegidas.
“O mundo fala em transição energética, e o Amapá quer ser protagonista dessa transformação, mas com justiça”, ressaltou. Ele defendeu uma transição energética justa, que inclua comunidades tradicionais e indígenas ainda dependentes de combustíveis fósseis.
Um novo ciclo para o Amapá
Ao encerrar o pronunciamento, o governador destacou que o Amapá combina tradição e inovação em sua trajetória rumo a um futuro sustentável. “Do artesanato à energia limpa, o nosso estado mostra sua força, sua criatividade e o compromisso com o futuro”, declarou, ao declarar oficialmente aberto o Pavilhão do Amapá na COP30 e lançado o Plano Estadual de SocioBioeconomia.





