Helder Barbalho articula em Brasília e Ministério suspende importação de cacau da Costa do Marfim
Medida atende produtores paraenses e de outros estados, que alertaram para risco sanitário e impacto no mercado interno.
Após articulação do governador Helder Barbalho em Brasília, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou nesta terça-feira (24), no Diário Oficial da União, o Despacho Decisório nº 456, que suspende a importação de produtos de cacau e de amêndoas de cacau da Costa do Marfim por razões sanitárias.

A decisão responde a preocupações apresentadas por produtores brasileiros, especialmente do Pará, sobre possíveis riscos fitossanitários e prejuízos à competitividade da produção nacional.
O despacho foi publicado depois de agenda articulada pelo governador no Distrito Federal, onde se reuniu com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e outras autoridades para defender a pauta estratégica do setor cacaueiro.
“Na manhã de hoje o Ministério da Agricultura publicou a portaria nº 456 que suspende a importação de amêndoa da Costa do Marfim. Essa foi uma reivindicação dos produtores rurais. Estivemos em Brasília com o ministro Fávaro pedindo proteção à produção nacional, e, a partir da fiscalização do Mapa, a questão sanitária bloqueou a importação”, afirmou Helder Barbalho.
Segundo o governador, a medida permitirá valorizar o produto nacional, melhorar os preços e fortalecer os produtores. “O Pará, como líder nacional na produção de cacau, está à frente dessa jornada”, destacou.
Helder também parabenizou o ministro e o governo federal. “Parabéns ao ministro Fávaro e ao governo federal por proteger quem produz. Essa é uma excelente notícia para quem produz cacau no Pará, na Bahia e em todo o Brasil”, disse.
Suspensão e fiscalização
Além da suspensão imediata da entrada de amêndoas fermentadas e secas de cacau da Costa do Marfim, o despacho determina que a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais e a Secretaria de Defesa Agropecuária adotem providências para investigar possível triangulação de cargas, com implicações fitossanitárias.
A importação permanecerá suspensa até que o governo marfinense apresente manifestação formal e garantias de que os envios não incluem amêndoas provenientes de países vizinhos com status fitossanitário desconhecido ou com exportação não autorizada ao Brasil.
A decisão atende a reivindicações de associações de cacaicultores e lideranças estaduais, que vinham alertando para o risco de agravamento de pragas nas lavouras brasileiras e para a pressão sobre os preços internos.
Durante a agenda em Brasília, no último dia 11, Helder Barbalho também defendeu o fortalecimento da produção nacional de cacau e a revisão de mecanismos comerciais que possam comprometer a competitividade do setor.
A medida reforça a estratégia de proteção sanitária e de valorização do cacau brasileiro, especialmente em estados líderes como o Pará.
Com informações da Agencia Pará.





