
Ministro Celso Sabino destaca Turismo Solidário e legado sustentável da COP30
Por Vicente Crispino
O ministro do Turismo, Celso Sabino, destacou durante entrevista na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, que o Turismo Solidário e Sustentável é uma das principais estratégias do governo federal para demonstrar ao mundo que a floresta em pé vale mais do que a floresta no chão.
Segundo o ministro, a proposta reforça o compromisso do Brasil em conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental, com foco na valorização da Amazônia como destino turístico internacional.
“O Turismo Solidário traz a perspectiva de que as pessoas percebam o valor da floresta viva. Estamos incentivando o uso de meios de transporte movidos a energias renováveis, hospedagens sustentáveis e o manejo responsável de resíduos, para que as florestas continuem existindo para as futuras gerações”, afirmou Sabino.
Crescimento do turismo e investimentos no Pará
Celso Sabino destacou que o governo federal tem ampliado fortemente os investimentos no turismo na Amazônia, com resultados expressivos. O Pará registrou crescimento de 50% no turismo internacional em 2024, e o Aeroporto Internacional de Belém superou o recorde histórico com mais de 4,1 milhões de passageiros.
“Criamos a primeira Escola Nacional do Turismo do Brasil, com sede em Belém. Formamos mais de 20 mil profissionais que hoje estão trabalhando, falando idiomas, dirigindo e hospedando turistas. Também implantamos sinalização bilíngue em toda a cidade e lançamos campanhas nacionais para promover a Amazônia”, detalhou o ministro.
Entre as iniciativas, Sabino citou a campanha ‘Belém, a Capital Mundial do Brega’, voltada à valorização da cultura paraense, e outra destinada a incentivar jovens do Sul e Sudeste a conhecerem a Amazônia.
Legado da COP30 e infraestrutura
O ministro também ressaltou o legado estrutural deixado pela COP30. Segundo ele, os investimentos ultrapassam R$ 5 bilhões em obras de saneamento, infraestrutura urbana, ampliação do aeroporto e requalificação do Porto de Belém, onde estão atracados dois grandes transatlânticos.
“Esses investimentos ficam como legado para Belém e para o Pará. São obras que fortalecem a infraestrutura, a mobilidade e a recepção de visitantes, deixando benefícios permanentes para a população”, afirmou Sabino.
De acordo com o ministro, todos os recursos são provenientes do orçamento federal, dentro das prioridades estabelecidas pelo governo, sem necessidade de empréstimos externos.
Ecoturismo e comunidades tradicionais
Questionado sobre as ações voltadas ao ecoturismo e à inclusão de comunidades tradicionais, Celso Sabino informou que o Ministério do Turismo tem priorizado o turismo de base comunitária e o ecoturismo sustentável.
“Nos próximos dias, vamos lançar a maior trilha ecológica sinalizada da América Latina, no Parque do Utinga. Também estamos qualificando populações ribeirinhas e comunidades tradicionais com cursos da Escola Nacional do Turismo”, destacou.
O ministro citou exemplos como o projeto da dona Nena, produtora de cacau que fabrica seu próprio chocolate na floresta, representando o modelo de turismo sustentável e de valorização da economia local.
Cultura paraense em destaque internacional
Durante o evento, Sabino também celebrou a apresentação cultural do Cordão da Bichara Joaçaba, de Cametá, que encantou o público na abertura do estande do Ministério do Turismo.
“Trouxemos de Cametá cerca de cinquenta artistas com trajes inspirados nos animais da Amazônia e no Curupira. Foi um sucesso absoluto e mostrou ao mundo a riqueza da cultura paraense”, comemorou.
O ministro concluiu destacando o fortalecimento da identidade amazônica e o orgulho do povo paraense.
“A COP30 resgata nossa autoestima, reforça a dignidade e a paixão do povo do Pará. Estamos unidos para mostrar ao mundo essa joia que é a porta de entrada da Amazônia”, finalizou Celso Sabino.





