Feira Pan‑Amazônica do Livro destaca práticas sustentáveis em sua 28ª edição
Feira no Hangar (16‑22/08/2025) traz cenografia modular, uso de malhas e tem ‘Vozes do Clima’ por meio da COP 30.
A 28ª Feira Pan‑Amazônica do Livro e das Multivozes, realizada entre 16 e 22 de agosto de 2025, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, em Belém, coloca a sustentabilidade no centro de sua proposta, tanto na ambientação quanto na programação.
Desde a concepção à execução, a cenografia foi estruturada para reduzir os impactos ambientais. O uso de estruturas modulares reutilizáveis, insumos locais e a redução de descartáveis são pilares dessa iniciativa. O diretor de projetos da Secult, Rodolfo Castro, detalhou que foram reaproveitados tecidos, móveis e elementos de cenografias anteriores. Além disso, lonas foram substituídas por malhas mais duráveis e reutilizáveis.
Uma ideia especialmente criativa foi a incorporação de containers IBC — transformados em cubos iluminados por LEDs e decorados com grafismos inspirados nas culturas tapajônica e marajoara — uma homenagem às raízes dos homenageados desta edição, Mestre Damasceno (Marajó) e Wanda Monteiro (Baixo Amazonas).
A disposição interna dos espaços, alinhada à estética e à eficiência ambiental, prioriza o uso da luz natural, reduzindo o consumo de energia elétrica. Nesse sentido, a cenografia alia beleza, economia e impacto ambiental reduzido.
Além da ambientação, o evento reforça o compromisso com o meio ambiente na programação cultural. No dia 17 de agosto, o espaço Arena Multivozes sediou o ciclo “Vozes do Clima – COP 30”, com debates envolvendo temas como clima, cultura, memória popular, racismo ambiental e saberes tradicionais, com participação de lideranças e especialistas.
A proposta da cenografia sustentável, segundo Rodolfo Castro, é inspirar o público a perceber que um evento grandioso e visualmente atraente pode ser concebido de forma ambientalmente consciente.
Com informações da Agência Pará.





