Dia Internacional Contra os Testes Nucleares: Origem do Greenpeace

Data rememora os impactos das explosões atômicas, o histórico protesto contra a usina de Angra dos Reis e a fundação da organização internacional.

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Nesta data dedicada ao Dia Internacional Contra os Testes Nucleares, organizações ambientalistas relembram os impactos das explosões atômicas e a transição energética global. A discussão sobre a segurança de fontes radioativas ganha destaque com o reforço na defesa por matrizes 100% renováveis, como a eólica e a solar.

A fundação da rede global de ativismo ocorreu em 15 de setembro de 1971, quando doze ativistas embarcaram em um navio com o propósito de impedir um teste de bomba nuclear. Embora o bloqueio físico não tenha surtido o efeito prático esperado na ocasião, a iniciativa gerou repercussão internacional e consolidou a estratégia de ação pacífica.

Atuação no Brasil e histórico em Angra dos Reis

No cenário nacional, o Greenpeace iniciou suas atividades em 1992 por meio de um protesto em frente à torre da Usina Nuclear de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Na ocasião, voluntários utilizaram o recurso visual de oitocentas cruzes brancas para simbolizar as vítimas de acidentes atômicos.

Historicamente, a instalação enfrentou questionamentos públicos após um vazamento de água radioativa em 1986. Conforme registros da época, o episódio resultou na liberação estimada entre 20 mil e 25 mil litros de substância contaminada, o que teria exposto cerca de 50 mil pessoas aos riscos da radiação durante o período da ditadura militar.

Combate contínuo a ameaças ambientais

Atualmente, a instituição mantém campanhas voltadas ao monitoramento de crimes ambientais, desmatamento e crise climática em âmbito internacional. As frentes de atuação abrangem também a proteção dos oceanos e da biodiversidade global.

A organização opera com financiamento independente, sem aceitar repasses financeiros de governos, partidos políticos ou empresas privadas. O suporte financeiro provém de doações recorrentes destinadas a custear pesquisas e investigações de campo.

Fonte / Com Informações: Greenpeace

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