Carta de cientistas em apoio a Lula atinge 12,1 mil assinaturas, aponta ANPG

Manifesto articulado pela ANPG reúne 13 entidades e expressa preocupação com diretrizes de financiamento para a pesquisa e o ensino superior.

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A carta de cientistas brasileiros que manifesta apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026 alcançou 12.196 assinaturas. O documento foi articulado por 13 entidades nacionais ligadas à educação, à ciência, às universidades e aos movimentos sindical e estudantil.

A iniciativa foi idealizada pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e apresentada às demais organizações signatárias. O texto concentra-se na defesa da democracia, da liberdade acadêmica, do fortalecimento das universidades públicas e da manutenção do financiamento adequado para a pesquisa científica no país.

Financiamento de pesquisas e bolsas

De acordo com o presidente da ANPG, Vinícius Soares, a mobilização ocorreu devido às divergências entre os projetos políticos dos candidatos para os setores de ciência, tecnologia e ensino superior. O dirigente criticou a possibilidade de vincular o orçamento das instituições de ensino a indicadores de desempenho industrial, argumentando que a medida prejudicaria áreas como ciências humanas, sociais aplicadas, artes e linguística.

Soares pontuou que a produção científica abrange diversas etapas e conhecimentos fundamentais, inclusive a pesquisa básica. “Ciência não é apenas aquilo que pode virar produto”, declarou o presidente da associação durante o debate sobre o tema.

O dirigente também afirmou que mais de 50 mil bolsas de estudo poderiam sofrer impactos decorrentes de alterações nas políticas de financiamento voltadas aos setores considerados mais vulneráveis pelas entidades. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), representada por sua presidente Francilene Procópio Garcia, reforçou que as decisões eleitorais influenciam as oportunidades das futuras gerações e a capacidade nacional de produzir conhecimento e enfrentar desafios.

Autonomia e cobranças futuras

Apesar do posicionamento eleitoral em favor de Lula no segundo turno, a ANPG ressaltou que a adesão não representa um cheque em branco. A entidade pontuou que continuará cobrando medidas efetivas do governo em prol da categoria e da educação, mantendo a autonomia institucional e o direito à crítica.

Além da ANPG e da SBPC, o documento conta com a chancela da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e de outras organizações de âmbito nacional que integram o manifesto em defesa da pesquisa científica brasileira.

Fonte / Com informações: Correio Braziliense

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