Estudantes de Belém vencem Olimpíada Brasileira de Astronomia

Alunos da Escola Municipal Ida Oliveira receberam medalhas de ouro, prata e bronze pelas conquistas na competição nacional

Ouça esta notícia Preparando a leitura…
0:00
0:00
Tamanho da fonte
Espaçamento entre as linhas
Modo escuro
Restaurar

Seis estudantes da Escola Municipal Ida Oliveira, no bairro da Maracangalha, receberam medalhas de ouro, prata e bronze em uma cerimônia realizada nesta terça-feira (25) para premiar os vencedores da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), que ocorreu em maio deste ano.

Organizada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), a OBA atrai milhões de estudantes do país com o objetivo de despertar e aprofundar o interesse pelos estudos do universo, foguetes e ciências afins. A prova envolve cerca de 10 mil instituições e conta com a participação de cerca de 800 mil estudantes.

A professora Lúcia Lobato promoveu e coordenou as atividades da Olimpíada na Escola Ilda Oliveira. Ela conta que inscreveu duas turmas de 5º ano e motivou os alunos com a possibilidade de conhecerem novos assuntos, participarem de uma prova nacional e do quanto isso seria um diferencial na vida deles.

Toda a motivação e empenho resultaram em uma medalha de ouro para o aluno Arthur Trindade; quatro medalhas de prata aos alunos Iara Oliveira, Luisa da Silva, Luiz Gouveia e Ytallo da Costa; e uma medalha de bronze ao aluno Eduardo Henrique.

De acordo com Lúcia Lobato, os níveis das provas são elevados e o conteúdo programático é trabalhoso. A aluna Luísa da Silva descreve a sensação de ter alcançado uma nota tão alta (9,2) numa competição de nível nacional.

O aluno Luiz Gouveia, também medalhista de prata (com nota 9,4), conta que estudou bastante para a prova.

Tanto os medalhistas como os demais colegas das turmas estão participando de outras duas competições nacionais: a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP Mirim), realizada nesta terça na escola, e a Olimpíada Nacional de Ciências Júnior (ONC 2026), cuja primeira fase ocorrerá no próximo dia 27 de agosto, também na escola. “Eu espero tirar um 10 nessas provas”, afirma Luiz Gouveia.

Protagonistas da ciência

Paralelamente à premiação da OBA, a escola realizou a Mostra Mirim de Matemática Interativa, evento protagonizado pelos alunos do 4º ano com a proposta apresentar a Matemática de maneira mais concreta, dinâmica, acessível e próxima da realidade, promovendo entre os estudantes autonomia, comunicação, raciocínio e capacidade de compartilhar aquilo que aprenderam.

O evento foi inspirado em uma atividade que os alunos participaram na Universidade do Estado do Pará (UEPA) em abril deste ano, realizada por mestrandos do curso de Matemática, entre eles a professora Rosilene Santos, também coordenadora da iniciativa. As duas professoras apresentaram a proposta na escola, uniram as turmas, chamaram as famílias para serem parceiras e o resultado de todos os esforços foi apresentado no evento.

Segundo Rosilene, elas abraçaram a ideia num momento em que as turmas estavam com problemas de comportamento e após os alunos apresentarem rendimento abaixo do esperado na Avaliação Diagnóstica da Rede Municipal de Educação.

A professora Jacirema conta que hoje o cenário, antes de dificuldades, já mudou.

Foi a primeira vez que os alunos se apresentaram em público. O estudante Matheus Souza conta que ama Matemática e que treinou muito para a mostra.

“Foi com muito esforço, a gente ficou treinando muito. Eu amo Matemática, é a minha matéria favorita”, relata o estudante.

A aluna Giovanna Gomes, por outro lado, conta que aprendeu a gostar de Matemática graças ao projeto.

Um despertar para a ciência

De acordo com o diretor da Escola Ida Oliveira, Adnildo Wanzeler, atividades como essas são de grande importância para o aprendizado e para o desenvolvimento dos alunos.

Segundo a professora Lúcia Lobato, que desde 2011 participa como professora representante da OBA em escolas municipais de Belém, o objetivo principal desse estímulo do conhecimento é promover a alfabetização científica entre os alunos, despertar vocações científicas e incentivar a curiosidade sobre o universo desde os primeiros anos escolares.

Além disso, busca estimular a autoestima e valorizar os estudantes daqui, que mostraram que, mesmo sendo de uma escola pública da periferia da Amazônia, podem ter o mesmo nível de alunos de escolas famosas do eixo Sul-Sudeste do país.

O secretário de Educação de Belém, Jorge Vaz, esteve nas duas programações e destacou que iniciativas como as realizadas na Escola Ida Oliveira fortalecem o aprendizado lúdico das crianças.

Fonte / Com Informações: Agência Belém

O que você achou desta notícia?

🔒 Privacidade: este recurso não solicita nem armazena dados pessoais. Registramos apenas totais agregados de reações. Sua escolha fica salva somente neste navegador para evitar votos repetidos.

ARTIGOS RELACIONADOS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Translate »