Risco de invasão militar dos EUA contra Cuba é real, afirma embaixador
Diplomata cubano no Brasil aponta que o país caribenho está preparado para eventual conflito, em meio ao aumento de sanções econômicas e pressões de Washington.
O governo de Cuba avalia como real a possibilidade de uma invasão militar pelo governo dos Estados Unidos. A declaração foi feita pelo embaixador cubano no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, em entrevista à Agência Brasil, em meio ao aumento das sanções e da pressão internacional liderada pela administração de Donald Trump.
Segundo o diplomata, a população e o governo da ilha caribenha estão preparados para responder a qualquer agressão estrangeira. “O povo cubano se prepara hoje para uma invasão real dos EUA”, declarou o representante, reforçando que o país possui tradição de luta e que a soberania nacional será defendida pela maioria da população.
Desde o início de 2025, Washington intensificou as medidas de asfixia econômica contra Havana. As ações incluem um bloqueio energético com ameaças a nações fornecedoras de petróleo, o que deixou o território cubano meses sem receber combustíveis. O setor do turismo, principal fonte de receitas do país, também foi impactado pela redução de voos internacionais e pela retirada de empresas estrangeiras e prestadoras de serviços financeiros.
Ameaça e justificativas dos Estados Unidos
Em janeiro de 2026, a Casa Branca classificou oficialmente Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional norte-americana, acusando o governo do presidente Miguel Díaz-Canel de abrigar adversários e de tentar coletar informações sensíveis. O secretário de Estado, Marco Rubio, também tem endurecido o discurso e defendido ações direcionadas a promover mudanças políticas no país.
O embaixador cubano rejeitou as acusações, qualificando-as como infundadas. O diplomata argumentou que uma nação economicamente bloqueada e de menor porte não tem capacidade de ameaçar a principal potência global. Além disso, o representante alertou que um conflito armado na região traria consequências imprevisíveis para toda a América Latina e para os próprios interesses estadunidenses.
Fonte / Com informações: Agência Brasil
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