No Pará, floresta preservada vira ativo e aproxima produção rural da sustentabilidade
No Pará, floresta em pé agora também significa renda no bolso. Com o uso das Cotas de Reserva Ambiental (CRA), áreas de vegetação nativa preservadas podem ser usadas por produtores como forma de compensar o desmatamento legal em outras propriedades.
O sistema funciona assim: quem preserva mais do que o exigido por lei pode gerar créditos ambientais. Esses créditos são comprados por quem precisa regularizar sua área, mas não tem como recompor a floresta perdida. É uma espécie de mercado verde, onde a conservação vira ativo econômico.
Hoje, o Pará já tem mais de 6,5 milhões de hectares aptos a gerar essas cotas. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), integra a política estadual que busca aliar produção agrícola à proteção da floresta.
Além de ajudar na regularização ambiental, as CRA incentivam a preservação voluntária. Em vez de ver a floresta como obstáculo à expansão, o produtor passa a enxergá-la como oportunidade de renda. Isso muda a lógica do uso da terra e cria um caminho mais equilibrado entre o campo e o meio ambiente.
Com essa política, o Pará se posiciona como referência em bioeconomia e soluções sustentáveis, mostrando que é possível produzir sem destruir.





