Museu das Amazônias sedia Fórum de Justiça Climática nos dias 16 e 17 de outubro

O Museu das Amazônias, em Belém, será palco do Fórum de Justiça Climática nos dias 16 e 17 de outubro. O evento vai reunir lideranças indígenas, quilombolas, pesquisadores, gestores públicos e representantes da sociedade civil para debater os impactos da crise climática na região amazônica — com foco nas populações mais vulneráveis.

Não existe justiça climática sem justiça social. Precisamos ouvir os territórios e os povos que vivem a realidade das mudanças do clima”, destaca Luciana Tavares, coordenadora do museu.

Debates e participação popular

A programação inclui:

  • Painéis sobre racismo ambiental,
  • Direitos dos povos tradicionais,
  • Educação climática e
  • Financiamento para ações locais.

O fórum também propõe um espaço de escuta ativa, com a participação de comunidades afetadas pela degradação ambiental e pela ausência de políticas públicas.

Conexão com a COP30

O evento faz parte da agenda preparatória para a COP30, que será realizada em Belém, em novembro de 2025. O objetivo é construir uma plataforma de diálogo regional, conectando saberes tradicionais e ciência, e garantindo a presença das vozes amazônidas nas negociações globais sobre o clima.

O fórum é promovido pelo Museu das Amazônias, em parceria com instituições de pesquisa, coletivos ambientais e organizações sociais.

Confira a programação:

Dia 16 de outubro – Justiça Climática é Justiça de Território
A abertura contará com falas de representantes do Museu das Favelas e do Museu das Amazônias.

10h – Mesa 1: Urbanização, racismo ambiental e a crise climática nas margens do país
Debate sobre as múltiplas Amazônias urbanas e o impacto da crise climática sobre as populações periféricas.
Eixos: racismo ambiental, invisibilidade das periferias amazônicas, moradia, saneamento e mobilidade urbana.
Convidados: Aline Meiguins, professora e Coordenadora do Grupo de Pesquisa em Estudos e Modelagem Hidroambientais (UFPA) e Ana Luiza de Araújo (Movimento Tucunduba Pró Lago Verde | PA) – Movimento Tucunduba Pró Lago Verde
Mediação: Andrey Leão (Arte-educação – MAZ).

14h – Mesa 2: Futuros possíveis – arte, cultura e imaginação
Reflexão sobre a cultura como ferramenta de enfrentamento da crise e de criação de outros mundos.
Eixos: estéticas periféricas e amazônicas como potência política; narrativas decoloniais e utopias negras e indígenas; cultura, memória e arte como tecnologias sociais de futuro.
Convidados: Ursula Vidal (Secretária de Cultura do Estado) e Jeft Dias (Psica). Mediação: Jairo Malta (curador do Museu das Favelas).

Dia 17 de outubro – Do Sul Global para outros futuros
A abertura do segundo dia também contará com representantes dos museus parceiros.

10h – Mesa 3: Saberes do Sul Global – territórios vivos e tecnologias ancestrais
Debate sobre as conexões entre a Amazônia, o Brasil dos extremos e o Sul Global, com destaque para saberes e práticas territoriais.
Eixos: agroecologia, bioeconomia comunitária, inovação popular e pontes entre saberes indígenas, quilombolas e periféricos.
Convidados: Tainah Fagundes, Sócia da Criativa DaTribu e Diretora Territorial Casa Niaré, Isabela Lima, CEO do Bioma Sustentável e Silvia Rodrigues, Biojóias do Combu
Mediação: Arlan Seabra, Arte-educação MAS

14h – Mesa 4: Quem comunica os nossos futuros?
Discussão sobre o protagonismo comunicacional das bordas e o papel da comunicação popular na disputa de narrativas sobre o clima.
Eixos: mídia comunitária e redes periféricas; insurgência nas redes; juventudes e comunicação climática transnacional.
Convidados: André Godinho, secretário-executivo do COP 30 da prefeitura de Belém, Vitória Leona, artista multidisciplinar e nômade e Erivelton Chaves, da Rede Cuíras.
Mediação: Camila Costa (Coordenadora de Comunicação do MAZ).

Serviço:
Fórum de Justiça Climática
Museu das Amazônias – Galpão 4A, Porto Futuro, Belém (PA)
Datas: 16 e 17 de outubro de 2025
Entrada gratuita

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