Semas promove diálogo sobre conservação na RESEX Mãe Grande de Curuçá no Julho Verde

Secretaria reforça projetos de ostreicultura e ordenamento territorial em ação conjunta

A Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Semas) realizou um ciclo de diálogos nesta semana voltado à conservação da Reserva Extrativista Mãe Grande de Curuçá (RESEX), em Curuçá e municípios vizinhos. As ações fazem parte da campanha estadual Julho Verde, mês dedicado à proteção dos manguezais.

Durante o evento, a Semas destacou projetos voltados ao ordenamento territorial, à autonomia produtiva de comunidades tradicionais e ao fortalecimento da ostreicultura regional, por meio do Programa Regulariza Pará. A iniciativa busca ampliar a gestão sustentável dos recursos costeiros locais.

A RESEX Mãe Grande de Curuçá abriga cerca de 6 mil pescadores e extrativistas, distribuídos em 49 comunidades tradicionais, e ocupa cerca de 37 mil hectares de estuário, contribuindo para a conservação dos ecossistemas costeiros e a subsistência dessas populações.

Entre os projetos em debate, foi priorizada a regularização ambiental da produção de ostras, com vistas à capacitação de produtores locais e à promoção de estudos para garantir práticas sustentáveis no cultivo marinho.

A mobilização promovida pela Semas envolveu não apenas atores estatais, mas também representantes comunitários e de diferentes níveis de governo. O objetivo é reforçar a governança participativa dentro da reserva, articulando investimentos e politização do manejo territorial.

A campanha Julho Verde sinaliza o compromisso do estado com a valorização dos manguezais, reconhecendo-os como ecossistemas fundamentais para a biodiversidade, para a segurança alimentar das comunidades e para a mitigação climática.

A iniciativa também se insere em projetos com alcance maior, como o Entre Águas Amazônicas e o Sustenta Mangue, que atuam em conservações e territórios extrativistas para promover manejo sustentável, educação ambiental e fortalecimento socioeconômico na Amazônia paraense.

Diante dos desafios históricos da RESEX — como infraestrutura precária, falta de fiscalização eficaz e ausência de recursos de apoio —, esse diálogo marca um avanço importante na articulação entre poder público e comunidades tradicionais.

Em síntese, o esforço da Semas reforça uma agenda estadual de conservação participativa, que integra proteção dos mangues, fortalecimento da ostreicultura e promoção da autonomia territorial das populações tradicionais no litoral do Pará.

Com informações da Agência Pará.

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