Pará lança programa estadual para prevenir queimadas com integração e foco em comunidades
Iniciativa “Pará Sem Fogo” aposta em brigadas locais, tecnologia e educação ambiental para conter incêndios florestais no estado
Diante do avanço das queimadas e da urgência climática, o Pará decidiu agir com estratégia e união. Foi lançado nesta segunda-feira (17) o Programa Estadual de Prevenção e Combate às Queimadas e Incêndios Florestais – Pará Sem Fogo, uma política pública inédita no estado que busca enfrentar os incêndios com base em prevenção, tecnologia e articulação entre governos, comunidades e setor privado.
A medida foi oficializada pelo governador Helder Barbalho por meio do Decreto nº 4.739/2025, publicado no Diário Oficial desta terça-feira (18). A coordenação ficará a cargo da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBMPA) e diversas instituições.
Modelo de ação: prevenção, reação e responsabilização
O programa prevê:
- Zoneamento de risco para identificar as áreas mais vulneráveis aos incêndios;
- Brigadas locais formadas em parceria com comunidades e cooperativas;
- Sala de situação permanente, com monitoramento em tempo real dos focos de calor;
- Campanhas educativas, com foco em escolas e produtores rurais, promovendo alternativas ao uso do fogo.
Além disso, o programa cria o Centro Integrado Multiagência de Coordenação Técnica e Operacional (Ciman-Pará), que reunirá diferentes órgãos do estado para tomar decisões rápidas e baseadas em evidências sobre prevenção e combate ao fogo.
Conexão com a agenda ambiental e a COP30
A proposta do “Pará Sem Fogo” vai ao encontro de compromissos internacionais assumidos pelo Brasil e se soma às ações de preparação para a COP30, que acontecerá em Belém, em novembro de 2025. A iniciativa busca apresentar o Pará como referência na resposta integrada às mudanças climáticas, com soluções locais, participação social e inovação.
Desafios e próximos passos
Entre os principais desafios está garantir que os municípios realmente se integrem ao programa e que as brigadas locais recebam capacitação e recursos adequados. Outro ponto de atenção será a efetividade dos instrumentos de responsabilização, para coibir ações ilegais sem penalizar quem depende da terra para sobreviver.
A expectativa é que o Pará Sem Fogo se torne um modelo de política climática estadual, reforçando o protagonismo paraense no enfrentamento da crise ambiental.
Com informações da Agência Pará.
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