Pará inicia primeira greve de bancários do país em 2026

Paralisação por tempo indeterminado envolve cerca de 7 mil trabalhadores no estado; categoria rejeitou proposta da Fenaban e cobra reajuste maior e melhorias na saúde.

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O estado do Pará tornou-se o primeiro estado do país a iniciar a greve dos bancários na campanha salarial de 2026. A paralisação teve início à meia-noite desta sexta-feira (4) e ocorre por tempo indeterminado em diversas unidades bancárias.

Segundo o Sindicato dos Bancários do Pará, cerca de 7 mil trabalhadores participam do movimento, com exceção dos empregados do Banpará. A greve foi aprovada em assembleia realizada na última segunda-feira (31), após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Reivindicações e proposta rejeitada

A principal insatisfação da categoria refere-se ao índice de reajuste oferecido. A proposta da Fenaban previa a reposição integral da inflação medida pelo INPC, acrescida de 0,6% de aumento real para os anos de 2026 e 2027.

A presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Tatiana Oliveira, afirmou que os trabalhadores consideraram a oferta insuficiente após 13 rodadas de negociação. Além de um aumento real maior, a categoria cobra melhorias nos planos de saúde, apontando que o encarecimento do serviço reduz o ganho efetivo dos salários.

O sindicato também pontua que o adoecimento dos bancários e a pressão por metas impulsionaram a paralisação. Dados apresentados pela entidade apontam que os cinco maiores bancos do país — Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Santander — registraram, juntos, lucro líquido de R$ 124 bilhões em 2025.

Impacto no atendimento e desdobramentos

A bancária Lorena Bittencourt, com 13 anos de atuação na Caixa, relatou que a digitalização dos serviços não veio acompanhada de suporte adequado, gerando sobrecarga de trabalho e desgaste emocional nas equipes.

A paralisação já afeta o público. A diarista Eliana Oliveira relatou dificuldades ao tentar resolver problemas em um cartão para a mãe. O sindicato reconhece possíveis transtornos, mas argumenta que a redução de agências e de funcionários já vinha comprometendo o atendimento presencial.

A expectativa da entidade é que outras bases sindicais do país aprovem a paralisação ao longo desta sexta-feira para fortalecer a mobilização nacional. Até o momento, não há nova rodada de negociação agendada com a Fenaban. No Banco da Amazônia, empregados realizam assembleia virtual nesta sexta-feira para deliberar sobre proposta específica.

Fonte / Com Informações: O Liberal

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