Grupo entrega carta ao STF com apoio a medidas de Edson Fachin diante de crise institucional

Ouça esta notícia Preparando a leitura…
0:00
0:00
Tamanho da fonte

Espaçamento entre as linhas

Modo escuro
Restaurar
Grupo em defesa da democracia manifesta, em carta ao STF, apoio a medidas adotadas por Fachin
Cesar Greco/Palmeiras / Gávea News”>

Juristas, economistas, empresários, lideranças sindicais e acadêmicos enviaram uma carta neste domingo, 13, ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, manifestando integral apoio às medidas adotadas pelo ministro para conter a crise institucional na Corte.

O documento conta com 212 assinaturas, sendo a maioria de organizadores e primeiros apoiadores da Carta em Defesa da Democracia de 2022. Entre os subscritores estão empresários como Jorge Gerdau, do grupo Gerdau, Luiza Trajano, do Magazine Luiza, e Cândido Bracher, do Itaú.

A carta afirma que Fachin agiu para preservar a autoridade do STF e promover a mais rigorosa e imparcial apuração dos fatos e das gravíssimas acusações divulgadas nas últimas semanas. O texto também defende transparência nas investigações e na reunião de Plenário marcada para a próxima terça-feira, 15.

Sessão e relatório da Polícia Federal

A sessão do Plenário analisará um relatório da Polícia Federal que documentou 52 mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro a um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. O material cita uso de aeronaves e contratos do escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.

Fachin assumiu a relatoria do processo que analisa a conduta de Moraes, retirou o colega da relatoria do inquérito das fake news e pediu ao ministro André Mendonça o levantamento do sigilo das investigações sobre o caso Master. O presidente do STF também atuou para solucionar conflitos de decisões entre Mendonça e o ministro Flávio Dino sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Reformas institucionais e repercussão

O documento classifica a crise como a mais grave da história da Corte e pede reformas institucionais urgentes para assegurar imparcialidade, prevenir conflitos de interesse e estabelecer padrões rigorosos de conduta aos ministros, incluindo a criação de um Código de Ética.

O jurista Oscar Vilhena, um dos organizadores, afirmou que o movimento reflete a preocupação com vulnerabilidades internas do tribunal. Os fatos que têm sido trazidos a público podem ter impacto muito grande não apenas sobre a autoridade do Supremo, mas também sobre a confiança da população nas instituições, declarou.

A lista de assinantes inclui ainda os juristas José Eduardo Cardozo e Miguel Reale Jr.; os ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga e Pedro Malan; os economistas Edmar Bacha, André Lara Resende e Bernard Appy; os líderes sindicais Ricardo Patah (UGT) e João Carlos Gonçalves (Força Sindical); além de acadêmicos como Eugênio Bucci e Maria Hermínia Tavares de Almeida.

Fonte: Terra Notícias

Autor original: estadaoconteudo

O que você achou desta notícia?

🔒 Privacidade: este recurso não solicita nem armazena dados pessoais. Registramos apenas totais agregados de reações. Sua escolha fica salva somente neste navegador para evitar votos repetidos.

ARTIGOS RELACIONADOS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Translate »