Líderes do BRICS debatem guerra e tarifação em cúpula virtual convocada por Lula

Reunião online trata de tarifões dos EUA, reformas globais e conflitos na Ucrânia e Gaza.

Nesta segunda-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à frente da presidência rotativa do BRICS, conduzirá uma cúpula virtual com líderes do bloco emergente, com foco em construir respostas multilaterais às recentes políticas de tarifação dos Estados Unidos e discutir conflitos globais como na Ucrânia e na Faixa de Gaza.

Durante o encontro, os participantes deverão aavaliar mecanismos alternativos de comércio, incluindo o uso de moedas nacionais, como estratégia de enfrentamento ao que classificaram como um “tarifaço” imposto por Washington. A pauta também fortalecer o multilateralismo frente a uma realidade global marcada por tensões e protecionismo.

O bloco, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, além dos membros ampliados Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã, reforçou união e solidariedade diante de ameaças à estabilidade da ordem global.

Além dos debates sobre economia, em pauta os conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza, reafirmando a urgência de reformas nas instituições de governança global, a fim de garantir maior legitimidade e representatividade frente aos desafios atuais.

Segundo analistas consultados pela Agência Brasil, as tarifas aplicadas pelos EUA visam atingir o BRICS, pressionando o bloco que tem despontado como alternativa às estruturas econômicas dominadas pelo Ocidente, particularmente na busca por diversificar mercados e reduzir a dependência do dólar.

A iniciativa reforça a atuação estratégica do Brasil no cenário internacional em 2025, na presidência do grupo, conformando-se como um catalisador de agendas econômicas e políticas plurais em meio ao crescente cenário de desconexões comerciais.

A reunião foi realizada de forma fechada, e o governo brasileiro informou que divulgará uma nota oficial contendo os principais resultados alcançados. Lula antecipou que o bloco buscará diversificar suas relações comerciais em função dos impactos impostos pela escalada tarifária dos EUA.

Com informações da Agência.

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