
Gilmar Mendes afirma que não existe “ditadura da toga” e defende o STF
Decano do STF rebate críticas e diz que corte atua como guardiã da Constituição brasileira
O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, utilizou sua conta na rede X para rebater críticas recentes à Corte, ressaltando que no Brasil “não há ditadura da toga” nem ministros agindo como “tiranos”, e reforçou o papel do tribunal como defensor da democracia e das garantias constitucionais.
A mensagem foi publicada na noite do último domingo (7), data em que o país celebra o Dia da Independência. Mendes argumentou que “a verdadeira liberdade não nasce de ataques às instituições, mas do seu fortalecimento”, um posicionamento explícito em resposta à retórica usada por críticos da Corte.
A publicação se deu algumas horas após manifestações em São Paulo, organizadas por políticos de direita e grupos religiosos, que defenderam anistia para apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e réus do 8 de janeiro. Durante o ato, o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) chamou o ministro Alexandre de Moraes de “tirano”, gerando repercussão e motivando o comentário de Gilmar.
Para o minnistro Gilmar Mendes, o STF tem atuado corretamente ao preservar as garantias fundamentais dos cidadãos e impedir retrocessos, função essencial para manter o Estado de Direito. Ele reforçou que as instituições têm sido linha de defesa para a democracia.
O decano afirmou que o país já enfrenta desafios graves: desde a pandemia com milhares de mortes, negligência na vacinação, ameaças eleitorais, acampamentos pedindo intervenção militar, até tentativas de golpe, vandalismo e planos de morte contra autoridades públicas. Nessas circunstâncias, o fortalecimento institucional se torna urgente.
Diante das críticas, Gilmar Mendes também destacou que crimes contra a democracia não se justificam nem se perdoam, uma declaração aparentemente dirigida aos que defendem propostas de anistia para envolvidos em ações contra a ordem constitucional.
A fala reflete o momento de polarização política e institucional no país, com tensões entre o Poder Judiciário e setores do Executivo e Legislativo. Com isso, o posicionamento de Mendes funciona como um marco de reafirmação do papel institucional do STF como arbitrador e guardião da Constituição.
Na visão do ministro, a defesa da democracia não pode ser relativizada ou enfraquecida por ataques retóricos: é nas instituições sólidas que se sustenta a liberdade dos cidadãos e a proteção contra ameaças autoritárias.
Com informações da Agência Brasil.
CONTINUE ACOMPANHANDO
Mais notícias da sua região
Notícias de
Carregando notícias…
Ver todas as notícias da regiãoO que você achou desta notícia?
✓ Obrigado por participar! Sua reação foi registrada.
Não foi possível registrar sua reação. Tente novamente.
🔒 Privacidade: este recurso não solicita nem armazena dados pessoais. Registramos apenas totais agregados de reações. Sua escolha fica salva somente neste navegador para evitar votos repetidos.





