
Tráfego no Estreito de Ormuz segue reduzido mesmo após calmaria entre Irã e EUA
O fluxo de navios no Estreito de Ormuz — uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo — permanece bem abaixo da média histórica, apesar de sinais recentes de estabilização. Nas últimas 24 horas, ao menos sete embarcações cruzaram a hidrovia, segundo dados de monitoramento divulgados nesta segunda-feira (27).
Movimento ainda distante do padrão
O número registrado representa apenas uma fração do volume habitual. Antes da escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro, o estreito registrava cerca de 140 passagens diárias.
Entre os navios identificados, estão embarcações de granéis sólidos, além de cargueiros que partiram de portos do Iraque e do Irã, conforme dados das plataformas Kpler e SynMax.
Impactos do bloqueio e tensões geopolíticas
O cenário atual reflete os efeitos do bloqueio imposto ao Irã em 13 de abril. Desde então, o Comando Central dos EUA redirecionou 37 embarcações, evidenciando o impacto direto da tensão geopolítica sobre o transporte marítimo.
Apesar disso, há sinais pontuais de retomada:
- Seis navios-tanque iranianos retornaram à rota com cerca de 10,5 milhões de barris de petróleo
- Outros 4 milhões de barris conseguiram atravessar o bloqueio em 24 de abril
Negociações interrompidas aumentam incerteza
A retomada parcial do tráfego ocorre em meio à interrupção das negociações entre Irã e Estados Unidos, o que mantém o cenário de incerteza para o comércio global de energia.
O Estreito de Ormuz, responsável por grande parte do transporte mundial de petróleo, segue sob forte influência das tensões internacionais, com reflexos diretos no mercado e na segurança energética global.
Com informações da Agência Brasil.





