Exposição Joias de Nazaré 2026 apresenta memórias da fé em Belém
Coleção reúne 50 peças criadas por designers locais inspiradas no Círio
A exposição ‘Joias de Nazaré 2026’ está aberta ao público no Espaço São José Liberto, em Belém, com o objetivo de traduzir memórias e emoções do Círio de Nazaré em peças de arte. A mostra, que reflete o tema ‘Memórias da Fé’, reúne cerca de 50 peças produzidas por 18 profissionais entre designers e ourives.
O evento conta com o apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e é realizado pelo Coletivo de Joalheiros do São José Liberto, sob coordenação de Júlia Mendes e Zé Leuam. A curadoria dos projetos ficou a cargo da professora doutora Rosângela Gouvêa, do curso de Design de Produtos da Universidade do Estado do Pará (Uepa).
Processo criativo e inspiração
O desenvolvimento da coleção 2026 iniciou-se com a definição do tema e reunião dos designers. Durante um workshop, foram realizadas atividades sensoriais para resgatar lembranças significativas que pudessem ser transformadas em joias. Segundo José Leuam, as peças inspiram-se em ícones da festividade, na religiosidade popular e em elementos da cultura regional.
As obras incluem brincos, pingentes, braceletes e escapulários confeccionados em ouro, prata e gemas minerais. O uso de matérias-primas regionais valoriza a cultura amazônica nas criações.
Coleções e depoimentos
A designer Júlia Mendes expõe neste ano as coleções 'Alvorecer' e 'Raízes da Fé', compostas por colares, pingentes e escapulários. Sobre sua inspiração, ela declarou: “Na coleção ‘Alvorecer’ busquei inspiração nas homenagens a Nossa Senhora, nas toalhas colocadas nas janelas e no aspecto rendado, além do papel picado presente na Trasladação e no Círio”.
A servidora pública Alda Leite, de 69 anos, visitou a abertura da mostra. Para ela, as joias representam a devoção à padroeira dos paraenses. “A fé e a delicadeza das peças representam Maria para quem vai usá-las. São um testemunho da fé do povo paraense”, afirmou Alda Leite.
A exposição permanece aberta até 18 de outubro, com entrada franca. O público pode visitar o local de terça-feira a sábado, das 10h às 18h, e aos domingos e feriados, das 10h às 14h.
Fonte / Com informações: Agência Pará
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