Pará avança na digitalização do SUS com projeto de federalização da Rede Nacional de Dados em Saúde

Em parceria com o Ministério da Saúde, Sespa alinha estratégias para integrar informações de pacientes e criar um prontuário único em todo o Estado.

A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) deu, nesta segunda-feira (23), mais um passo rumo à modernização do Sistema Único de Saúde (SUS). Em encontro técnico realizado em Belém, gestores e especialistas discutiram a federalização da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) — iniciativa que pretende integrar informações e avançar na criação de um prontuário eletrônico único para os usuários do SUS no Estado.

O evento reuniu profissionais de diferentes áreas da Secretaria com um objetivo claro: alinhar estratégias, esclarecer etapas e definir os próximos passos da implementação. A medida integra o esforço nacional de digitalização da saúde pública, com foco em segurança, interoperabilidade e eficiência no uso dos dados.

Integração para garantir continuidade do cuidado

Representando o Ministério da Saúde, o líder do projeto de federalização da RNDS, Josélio Emar de Araújo Queiroz, destacou que o envolvimento dos Estados é decisivo para consolidar uma rede nacional interoperável.

Segundo ele, a integração das informações é fundamental para assegurar a continuidade do atendimento e melhorar o planejamento das ações. “A qualificação dos profissionais para o uso da informática e da informação é um desafio permanente. A RNDS permite receber e devolver dados aos territórios, garantindo continuidade do cuidado e, sobretudo, empoderando os usuários do SUS sobre suas próprias informações”, afirmou.

Um marco para o SUS no Pará

A federalização da RNDS responde a uma demanda histórica do SUS: superar a fragmentação dos sistemas e organizar as informações dos usuários em uma base integrada e qualificada.

Para a coordenadora do Núcleo de Informação em Saúde e Planejamento (Nisplan) e representante estadual da RNDS, Sônia Bahia, o projeto representa um divisor de águas.

“A federalização é um marco para o nosso Estado. Estamos promovendo a digitalização qualificada dos dados, integrando sistemas e otimizando protocolos de cuidado. Transformamos dados em informações estratégicas capazes de orientar decisões e melhorar, de forma concreta, a vida da população”, destacou.

Desafio logístico e compromisso institucional

No Pará, a implementação considera as especificidades territoriais e sociais dos 144 municípios, muitos deles com acesso difícil. A meta é garantir que a transformação digital alcance tanto os grandes centros quanto as regiões mais remotas.

Ao integrar dados e ampliar a visão sobre a rede de atenção, a RNDS permite que gestores qualifiquem políticas públicas e profissionais aprimorem o cuidado prestado.

O secretário-adjunto de Gestão de Políticas de Saúde da Sespa, Ivison Carvalho, ressaltou a complexidade da iniciativa. “Nossa intenção é expandir o sistema para todos os serviços e, em algum tempo, ter um prontuário único. Trata-se de uma ação estratégica extremamente complexa, que exige maturidade, constância de propósito e integração entre os diversos setores da Secretaria”, afirmou.

Modernização com foco em evidências

Com a adesão de todos os Estados brasileiros, o Pará se posiciona de forma proativa na construção de um sistema de saúde mais moderno, integrado e orientado por evidências.

Com informações da Agência Pará.

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