TCE-PA e parceiros do Pacto Pró-Equidade Racial debatem estratégias de combate ao racismo

A abertura da I Jornada de Boas Práticas de Equidade Racial reuniu, nesta terça-feira, 30, representantes das instituições signatárias do Pacto Interinstitucional Pró-Equidade Racial do Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA).

O objetivo é apresentar ações desenvolvidas em prol do enfrentamento à discriminação de raça. O evento ocorre no auditório da Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado, em Belém.

Em seu pronunciamento, o presidente do TCE-PA, conselheiro Fernando Ribeiro, destacou a importância do evento para debater iniciativas de combate ao racismo no Pará.

“É uma janela para enxergar esse mundo da discriminação e do preconceito. Então, o Pacto Interinstitucional é um sucesso e, por isso, estamos todos aqui, representantes que assinaram e corresponderam a esse chamamento em busca da equidade. Todos queremos um mundo melhor. De nada adianta preservar o planeta se a sociedade que nela habita não for justa”, ressaltou o presidente.

Entre as autoridades presentes estiveram o procurador-geral do Ministério Público do Estado, Alexandre Tourinho; a secretária de Igualdade Racial, Edilza Fontes; e o secretário da Fazenda, René Sousa; além dos conselheiros Luís Cunha, Rosa Egídia Lopes e Odilon Teixeira.

A jornada contou com a adesão do Sebrae Pará como novo parceiro.

O Pacto Interinstitucional Pró-Equidade Racial, criado pelo TCE-PA em 2024, conta, atualmente, com 59 instituições signatárias. A jornada visa promover a integração e, principalmente, compartilhar com a sociedade os avanços, desafios e resultados de seus compromissos com a promoção da equidade racial e o enfrentamento do racismo estrutural.

A palestra de abertura foi ministrada pela gestora da Escola de Contas do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP) e integrante da Comissão de Direitos Humanos da Universidade de São Paulo, Eunice Prudente, que teve como tema “Contribuições à Integração do Brasil Diverso”.

A palestrante abordou sobre a preeminência da política, a institucionalidade da integração, a experiência histórica do Brasil, o racismo, o patriarcalismo, o patrimonialismo e a educação libertadora.

“Alguns se referem à política como arte, como ciência, mas, a verdade é que ela é quem nos conduz a conhecimentos e entendimentos que são essenciais à sociedade”, pontuou Eunice.

Para Denilson Silva, gerente de Promoção e Igualdade Racial da Secretaria de Igualdade Racial, a ocasião é mais que oportuna.

“Este é um evento muito importante e já esperado, levantando grandes expectativas, inclusive, para a nossa Secretaria, que é uma das signatárias do Pacto. Ele soma-se ao enfrentamento do racismo institucional e é uma oportunidade para que as instituições possam promover ações de letramento racial, mitigando os impactos negativos do racismo estrutural junto à população negra. Enxergo neste momento também que as instituições estão entendendo que a equidade racial é a pauta da vez”, ressaltou.

Programação

O segundo e último dia da programação acontece nesta quarta-feira, 1º, e contará com a palestra da professora Sandra Lurine Guimarães; à frente da mesa-redonda “Movimentos Sociais – Quando surgiram? Tratar da história e das conquistas”, com a participação de instituições de defesa das pessoas negras e quilombolas.

Também haverá a palestra “Movimentos Sociais no Enfrentamento de Epistemicídio” e a mesa-redonda “Governança e Inserção de Políticas Públicas para a Equidade Racial”.

A palestra de encerramento será apresentada pela advogada Daiesse Jaala, sob o tema “Equidade racial: quando a jornada se transforma em legado”.

Fonte: TCE-PA

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