
Hospital da Mulher do Pará faz 152 cirurgias reparadoras pelo SUS em seis meses
Unidade inaugurada em 8 de março chega a 68 mamoplastias redutoras e prioriza reabilitação e qualidade de vida.
Em seis meses de funcionamento, o Hospital da Mulher do Pará alcançou 152 cirurgias plásticas reparadoras realizadas pelo SUS, consolidando-se como referência para casos que exigem reconstrução e reabilitação funcional, e não procedimentos estéticos.
A unidade, entregue em 8 de março de 2025, integra a rede estadual e oferece atendimento multiprofissional com foco em qualidade de vida. O serviço atende mulheres com sequelas de câncer, queimaduras ou acidentes, além de malformações e condições que provocam dor crônica e comprometem a mobilidade.
Entre os procedimentos, destacam-se 68 mamoplastias redutoras não estéticas, indicadas quando o excesso de peso das mamas causa dores nas costas, nos ombros e limitações no dia a dia. A equipe enfatiza que se trata de cirurgia reparadora, voltada a recuperar funções e aliviar sintomas.
Para a direção do hospital, o impacto é físico e emocional: a redução de dores e o resgate da autoestima aparecem de forma recorrente nos relatos das pacientes. “Não é estética; é saúde, mobilidade e dignidade”, reforça a gestão ao defender a ampliação do acesso às cirurgias reparadoras.
Casos como o de Bianca Santos, 24 anos, que retirou quase dois quilos de tecido mamário, ilustram os ganhos imediatos no bem-estar e na autonomia. “Minha vida mudou completamente”, relatou a paciente, descrevendo alívio nas dores e melhora na disposição após a internação e recuperação assistida pela equipe.
Segundo os cirurgiões, como o plástico Milton Fernandes, a mamoplastia redutora tem efeito direto no controle da dor e na postura, reduzindo sobrecarga na coluna e nos ombros. O procedimento integra protocolos que combinam avaliação clínica, indicação precisa e acompanhamento pós-operatório para reduzir riscos e acelerar a reabilitação.
O hospital sustenta que a meta é ampliar o acesso a cirurgias de alta complexidade e fortalecer a linha de cuidado à saúde da mulher, com acolhimento humanizado, atenção à saúde mental e apoio social às pacientes no período de recuperação. Reparar funções, reduzir a dor e devolver autonomia são definidos como pilares do serviço.
Para além dos números, a unidade avalia que o semestre inaugural demonstra capacidade instalada, fluxo assistencial estruturado e parcerias multiprofissionais que permitem absorver a demanda reprimida por procedimentos reparadores, sem custo para as usuárias, como prevê o Sistema Único de Saúde.
Com informações de: Agência Pará.





