Pará defende pacificação do debate sobre REDD+ e projeta protagonismo no carbono
Secretário da Semas destaca consulta histórica e confiança para ampliar mercado de carbono.
O secretário de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará, Raul Protázio Romão, defendeu nesta quarta-feira (27 de agosto de 2025), em São Paulo, a necessidade de pacificar o debate sobre sistemas jurisdicionais de REDD+ no Brasil para promover o avanço de políticas públicas de conservação e geração de crédito de carbono.
Durante sua participação no painel “Aumentando o Financiamento Climático e a Confiança: O Papel dos Programas Jurisdicionais na Promoção do REDD+”, realizado no Latin America Climate Summit (IETA), o secretário afirmou:
“A gente precisa, enquanto país, dessa pacificação porque não tem coisa pior do que falta de estabilidade, previsibilidade, falta de clareza de regras. Então, precisamos pacificar e resolver isso para que a gente consiga fomentar o mercado e uma demanda que confie no produto brasileiro.”
O Pará é pioneiro na construção de seu Sistema Jurisdicional de REDD+ (SISJREDD+) de maneira participativa, com a realização da maior consulta a povos e comunidades tradicionais na história do estado. Já foram promovidas 11 das 47 Consultas Livres, Prévias e Informadas (CLPIs) previstas.
Raul Protázio enfatizou que projetos de REDD+ e sistemas jurisdicionais não são excludentes, mas complementares, e que estabelecer clareza nas regras beneficia desenvolvedores, jurisdições e o mercado de créditos.
O secretário também ressaltou a transformação da agenda ambiental no Pará — de reguladora a propulsora de desenvolvimento sustentável, com o ativo florestal impulsionando a inovação junto aos conhecimentos tradicionais e promovendo a repartição de benefícios via CLPIs.
Além disso, na Rio Climate Action Week, em 26 de agosto, Protázio destacou avanços significativos na regularização ambiental: o CAR 2.0, o novo SICAR integrado e o Programa de Regularização Ambiental (PRA), ferramentas que visam superar barreiras tecnológicas e otimizar o monitoramento ambiental no estado.
Com informações da Agência Pará.





