COP17 da Biodiversidade inicia nesta segunda-feira na Armênia com foco em metas globais

Encontro em Yerevan realiza a primeira revisão do Marco Global de Kunming-Montreal com participação de mais de 200 países.

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Representantes de mais de 200 países se reunirão a partir desta segunda-feira (16), em Yerevan, na capital da Armênia, para a 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica, a COP17. O evento segue até o dia 30 de setembro com o objetivo de debater estratégias e firmar acordos para enfrentar a crise global da perda de biodiversidade.

Esta edição marca a primeira revisão oficial do Marco Global de Kunming-Montreal, um acordo assinado por 196 nações que estabelece 23 metas a serem cumpridas até 2030. Durante a abertura, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apresentou um relatório avaliando o progresso coletivo dos países signatários.

Guterres alertou que os compromissos assumidos para travar a perda de biodiversidade continuam longe de ser cumpridos e lembrou que Yerevan será um momento crucial de prestação de contas. Apesar do ritmo atual indicar que apenas 26% dos ecossistemas terrestres e 12% dos marinhos estarão protegidos até o final da década, o dirigente destacou avanços na definição de metas nacionais e na proteção legal de novas áreas terrestres e marinhas.

Desafios e financiamento

Uma análise realizada pelo Global Cooperation Institute a pedido do WWF apontou que a implementação está atrasada em relação a metas importantes e que a ambição de diversos países permanece insuficiente. O estudo estima que os custos não contabilizados desses impactos chegam a somar de US$ 10 trilhões a US$ 25 trilhões por ano.

Diante desse cenário, especialistas reforçam que é necessário um maior esforço das nações para tornar acessíveis o financiamento, a capacitação e a cooperação internacional, especialmente para países que possuem alta biodiversidade e assumem custos elevados para conservar ecossistemas de interesse global.

Participação do Brasil

Integrantes da delegação nacional avaliam que o Brasil tem papel estratégico na implementação do Marco Global da Biodiversidade, tanto pela sua vasta riqueza natural quanto pela aplicação de modelos bem-sucedidos de conservação. O WWF-Brasil defende a inclusão de corredores ecológicos para conectar áreas terrestres, de água doce e marinhas, visando garantir a sobrevivência das espécies e a integridade ambiental até 2030.

Fonte / Com informações: Agência Brasil

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