Período de estiagem não impede reprodução do Aedes aegypti em Palmas
Mesmo com queda nos índices de infestação durante a seca, ovos do vetor resistem por meses e exigem vistorias semanais da população.
Aproximação do período chuvoso mantém o alerta da Secretaria Municipal de Saúde de Palmas (Semus) para o combate ao vetor da dengue. Levantamento realizado entre 31 de agosto e 4 de setembro de 2026 apontou índices considerados baixos, mas especialistas alertam que o mosquito transmissor não desaparece durante a seca.
O Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) registrou Índice de Infestação Predial (IIP) e Índice de Breteau (IB) de 0,2%. Segundo a pasta, a redução nos números reflete a menor disponibilidade de água em resíduos e entulhos ao ar livre.
Vigilância no período interepidêmico
A bióloga da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ), Renata Braga, destaca que o intervalo entre as secas e as chuvas exige atenção redobrada. "Esse período, que precede à estação chuvosa, merece atenção especial porque, mesmo com a redução dos casos de dengue, o Aedes aegypti continua presente no ambiente", afirma a especialista. Os ovos depositados pelas fêmeas podem permanecer viáveis por meses sem contato com a água.
Especialistas apontam que o principal erro da população é associar a proliferação do vetor exclusivamente às precipitações. "E basta uma pequena quantidade de água acumulada para permitir a continuidade do ciclo do vetor", ressalta a bióloga, citando criadouros como tampinhas, bebedouros de animais e calhas obstruídas.
Criadouros e prevenção
O ciclo completo do inseto, do ovo à fase adulta, leva de sete a dez dias em condições favoráveis. Por essa razão, a Semus orienta vistorias domésticas semanais. Dados de monitoramento indicam que depósitos móveis respondem por 46,7% dos recipientes com larvas, enquanto os depósitos fixos somam 33,3%, com maior concentração de risco na região sul de Palmas.
Em ação recente em um condomínio central, agentes encontraram larvas e pupas na rede de drenagem da área de lazer. O supervisor Adalberto Soares Mota explicou que, na fase de pupa, o combate químico perde a eficácia, tornando indispensável a eliminação mecânica dos criadouros.
Fonte: Conexão Tocantins
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