
Erros pontuais impedem vitória do Leão.
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POR GERSON NOGUEIRA
Dois momentos do jogo favoreceram o Remo e poderiam ter determinado a vitória sobre o Atlético-MG, sábado à noite, no Mangueirão. O primeiro foi logo aos 2 minutos, quando Jajá fez 1 a 0, invadindo o espaço aberto pela zaga e batendo de fora da área. O segundo foi após o gol de empate, marcado por Taliari na metade da etapa final.
O Remo teve nessas duas oportunidades a chance de tomar as rédeas da partida. Ao abrir o placar, o time de Léo Condé surpreendeu o Atlético. As equipes estavam frias, tocando bola sem ir à frente, mas a marcação alta do Leão se mostrou eficiente e forçou o erro da zaga.
À medida que a partida foi avançando ficou a impressão de que o Remo também se surpreendeu com a vantagem conquistada muito cedo. Isso se evidenciou com o recuo inesperado da equipe, como se estivesse satisfeita com o placar e preferisse se preservar.
Só que exagerou na dose. Apesar da baixa agressividade do Galo, o Remo praticamente não saía mais de seu campo. Esperava o adversário, rebatendo bolas e raramente indo ao ataque. Teve dois momentos de finalização com Zé Ricardo, e ficou nisso.
Cansado de ficar lá atrás trocando passes sem aprofundar, o Atlético finalmente acordou a partir dos 20 minutos. Minda e Reinier começaram a se movimentar entre as linhas defensivas do Remo, criando algumas jogadas perigosas, sem acertar o gol de Marcelo Rangel.
Aos 34 minutos, no primeiro ataque agudo, o Galo chegou ao gol. Lançado por Minda, o lateral Preciado foi à linha de fundo e cruzou para Reinier cabecear. O lateral Mateus Alexandre não conseguiu nem atrapalhar o atacante. O gol abriu a porteira azulina. Quatro minutos depois, Minda entrou pela direita e cruzou para a finalização de Bernard, também desmarcado dentro da área.
Diante da queda de rendimento e da virada, Léo Condé trocou Mateus Alexandre e Leonel Picco por Alef Manga e Deivid Braga. O time melhorou, Pikachu passou a jogar como lateral-direito e Braga se posicionou do meio para a frente, buscando reter a bola, o que fez bem.
O Atlético recuou muito e proporcionou ainda mais espaço ao Remo. Vítor Bueno substituiu Jajá e passou a atuar próximo a Taliari. Foi a partir de um lançamento de Bueno que o atacante chegou à frente do goleiro Everson e tocou rasteiro para empatar a partida, aos 29 minutos.
A qualidade da finalização valorizou o gol, dando novo entusiasmo ao time azulino. Nos 15 minutos finais, o Remo pressionou e colocou o Atlético contra as cordas. Quase desempatou com Alef Manga, aos 48’. O goleiro Everson falhou ao receber uma bola passada por Tressoldi, mas o atacante demorou a finalizar e perdeu grande chance.
A vitória esteve por um triz, apesar da disputa prejudicada pelas muitas paralisações causadas pelo Galo e pela insistência do árbitro em picotar excessivamente o jogo. Aceitou também as simulações do lateral Preciado, que abusou de quedas em lances normais, sem sequer ser advertido.
O Remo saiu do jogo com a sensação de que poderia ter vencido e, ao mesmo tempo, aliviado por ter evitado uma derrota que não seria justa.
Intervenção do VAR volta a provocar protestos
Aos 44 minutos do 1º tempo, após a virada do Atlético, Yago Pikachu entrou na área pela direita e foi tocado por Bernard, que tentava o desarme. O azulino caiu na área e os jogadores cobraram a marcação de pênalti. O árbitro mandou o lance seguir e faz sinal de que o VAR considerou jogada normal. Curiosamente, não houve chamado da cabine para que Ramon Abatti Abel fosse ao monitor revisar o lance.
Por outro lado, no 2º tempo, o VAR não hesitou em recomendar a revisão após uma disputa entre Marllon e Pascini, aos 32 minutos. O atleticano caiu na área, após um leve esbarrão na perna do zagueiro. Chamado para observar um possível pênalti, Abatti Abel concluiu que o choque não teve impacto faltoso.
Papão precisa da vitória para voltar ao G8
O pior dos cenários se desenhou para o Paysandu neste final de semana, após a realização dos primeiros jogos da 16ª rodada da Série C. Ypiranga, Caxias e Ferroviária venceram e ultrapassaram o Papão na classificação.
Com 23 pontos, o PSC caiu para o 9º lugar, com a mesma pontuação de Amazonas (10º) e Maringá (11º). Sob pressão, os bicolores recebem o lanterna Confiança-SE, na Curuzu, precisando vencer a qualquer custo para voltar ao G8.
Um triunfo nesta segunda-feira (10) garante ao Papão voltar à parte de cima da classificação, passando a ocupar a quarta ou a quinta colocação.
Para superar um adversário tecnicamente inferior, que tem apenas 12 pontos no campeonato, o PSC terá que resgatar o futebol competitivo que mostrou no início da disputa, quando chegou a ser líder por três rodadas.
A primeira novidade na equipe deve ser a entrada de Luciano Taboca na lateral-esquerda. A segunda deve ser a escalação de Kleiton Pego, depois de vários jogos fora por opção do técnico Júnior Rocha.
No meio-campo, setor que foi o ponto alto do time nas conquistas do primeiro semestre, Marcinho, Caio Mello e Pedro Henrique estão confirmados.
Fonte: Blog do Gerson Nogueira
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