
Helder Barbalho lança “Vale Bioamazônico de Tecnologia” como nova frente econômica do Pará
Governador apresenta projeto no TEDx Amazônia e posiciona Amazônia como vetor da bioeconomia e inovação tecnológica.
O governador do Pará, Helder Barbalho, usou o palco da quarta edição do TEDx Amazônia – realizada na TED Countdown House para divulgar oficialmente o projeto intitulado Vale Bioamazônico de Tecnologia.
A iniciativa foi apresentada como uma estratégia do governo estadual para transformar a biodiversidade da floresta amazônica em um agente de inovação, desenvolvimento sustentável e geração de riqueza, reforçando o papel do Pará na agenda climática global, especialmente à medida que o estado se prepara para sediar a COP30.
Durante sua fala, Helder Barbalho afirmou que “a próxima grande revolução não virá de um chip. A próxima grande revolução virá de uma folha”. Essa metáfora foi usada para destacar o potencial da floresta amazônica como matriz de uma economia baseada em biotecnologia e bioeconomia.
O projeto do Vale Bioamazônico de Tecnologia se estrutura em torno da articulação de três grandes vetores: inteligência artificial, energia limpa e biotecnologia. Segundo Barbalho, o Pará possui capacidade de “conectar a inteligência artificial junto com a nossa bioeconomia, com a biotecnologia e com a energia limpa”.
O governador ressaltou que o Pará tem credenciais únicas para sediar a COP30: 74% do seu território ainda com floresta nativa e um dos maiores bancos de biodiversidade do planeta, com, segundo ele, uma nova espécie descoberta a cada dois dias.
Ele também afirmou que o Vale Bioamazônico de Tecnologia “já é realidade”, sustentado por infraestrutura científica e tecnológica existentes no estado, como o Parque de Ciência e Tecnologia da Amazônia, o Museu das Amazônias e a Casa Sociobio.
Desde 2019, segundo o governo, foram implantadas políticas estruturantes como a Política Estadual de Mudanças Climáticas e, em 2022, o Plano de Bioeconomia da Amazônia (PlanBio). O investimento público chega a R$ 900 milhões para transformar essa estratégia em realidade.
Helder Barbalho também citou startups amazônicas, entre elas Azurill, Manioca, Amazon Manar e Labtex — como exemplos de empreendimentos que já visam projetar a bioeconomia amazônica para o mercado global. Ele citou ainda que estudos apontam que até 2030 a bioeconomia mundial poderá movimentar cerca de 3,8 trilhões de dólares.
Ao encerrar, o governador fez um convite à comunidade internacional para que participe do projeto do Vale Bioamazônico de Tecnologia, aproveitando o momento em que o Pará é sede da COP30 para “construir um novo amanhã” com foco na preservação da floresta, geração de riqueza e inclusão de indígenas, quilombolas, ribeirinhos, produtores rurais e população urbana da Amazônia.
Com informações de: Agência Pará (agenciapara.com.br)





