
TST determina manutenção de 80% do efetivo dos Correios durante greve
Decisão do TST estabelece que 80% dos trabalhadores permaneçam em atividade durante paralisação motivada por impasse salarial e reestruturação
O Tribunal Superior do Trabalho determinou que a estatal mantenha 80% do efetivo de trabalhadores em atividade durante a paralisação da categoria, em decisão proferida pelo presidente da corte, ministro Vieira de Mello Filho.
A medida foi adotada após a direção acionar a Justiça para assegurar o funcionamento dos serviços essenciais. O magistrado justificou a determinação ao pontuar que a atividade postal é indispensável e pode gerar reflexos nas eleições de 2026, visto que o período de campanha está em andamento e a empresa cumpre compromissos logísticos institucionais.
Motivações e impasse salarial
A paralisação foi deflagrada após o encerramento das negociações da campanha salarial sem consenso. A categoria exige a aprovação do acordo coletivo de trabalho para o biênio de 2025 a 2026, apontando o plano de saúde como principal divergência.
Além da pauta econômica, sindicatos contestam o modelo de reestruturação da estatal, que prevê o fechamento de unidades e a redução de distritos postais, argumentando que os funcionários não devem arcar com a responsabilidade sobre a saúde financeira da empresa.
Contramedidas adotadas pela estatal
Para mitigar os impactos da interrupção dos serviços, a administração ativou um plano de continuidade dos negócios. O planejamento envolve a convocação de equipes administrativas para suporte operacional, remanejamento de veículos e realização de mutirões para escoar o fluxo logístico.
Fonte / Com Informações: Consolidação de 3 fontes
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