Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde maio

Ibovespa recua 0,52% após alta histórica e mantém acúmulo anual de quase 28%

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O mercado financeiro brasileiro registrou uma nova valorização do real nesta terça-feira (6), com o dólar comercial fechando em R$ 4,975, nível mais baixo em quase cinco meses. A cotação representa a primeira vez que a moeda americana fecha abaixo de R$ 5 desde 12 de maio, quando o preço foi de R$ 4,895. O movimento ocorre após um dia de ajuste no mercado, encerrando uma sequência de alta na véspera.

Na sessão desta terça-feira, a mínima do dólar foi de R$ 4,945 às 10h11, o que equivalia a uma queda de 1,14% no momento. Com este resultado, a moeda acumula desvalorização de 9,37% em 2026. Nos dois últimos pregões, a baixa total chega a 4,62%, impulsionada pelo tombo de 4,12% registrado na segunda-feira.

A valorização do real está diretamente ligada ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. Investidores avaliam que uma eventual mudança de governo poderia reduzir o prêmio de risco dos ativos brasileiros e abrir espaço para uma agenda de ajuste fiscal. O movimento também foi favorecido pelo cenário externo, com o dólar recuando diante de outras moedas emergentes, como o peso mexicano, o rand sul-africano e o peso chileno.

Em Nova York, o índice DXY, que mede a força da moeda americana contra uma cesta de seis divisas, caiu 0,31% aos 101,848 pontos no fim da tarde. O petróleo também manteve-se estável, com os investidores equilibrando preocupações geopolíticas no Oriente Médio e sinais de maior oferta da commodity.

Paralelamente ao câmbio, o Ibovespa recuou 0,52%, fechando em 205.835,29 pontos. O índice oscilou entre uma mínima de 204.725,23 e uma máxima de 209.522,60 pontos, com volume financeiro de R$ 58,06 bilhões. Apesar do ajuste, o indicador permaneceu acima dos 200 mil pontos.

A queda foi interpretada como um movimento de realização de lucros após a forte valorização da segunda-feira, quando o índice disparou 7,85% e alcançou recordes históricos. Em outubro, o Ibovespa acumula alta de 10,46%. No ano, o avanço chega a 27,75%.

No mercado de commodities, o barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 0,26% e encerrou a sessão a US$ 100,58. O barril WTI, do Texas, avançou 0,01%, para US$ 89,44. O mercado acompanhou as tensões envolvendo os houthis no Iêmen e a Arábia Saudita, além das condições de transporte pelo Estreito de Ormuz.

Apesar das hostilidades na região, o ministro de energia da Arábia Saudita informou que o Oleoduto Leste-Oeste transportou 5,8 milhões de barris. O Departamento de Energia dos Estados Unidos elevou suas projeções para o preço do Brent, estimando US$ 96 por barril em 2026 e US$ 84 em 2027.

Fonte / Com informações: Agência Brasil

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