
Fim das eleições deve destravar investigações sobre emendas e caso Dark Horse no STF
Auxiliares de Flávio Dino relatam que Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República aguardavam o fim da disputa eleitoral para avançar em apurações.
O encerramento da disputa eleitoral presidencial de 2026 gerou a expectativa de que avancem as investigações sobre suspeitas de irregularidades na destinação de emendas parlamentares, incluindo o caso Dark Horse, que apura o possível uso de dinheiro público na produção de um filme sobre Jair Bolsonaro.
Auxiliares do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, afirmam que a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República passaram os últimos meses aguardando o encerramento da disputa eleitoral para dar continuidade às apurações.
Dino conduz uma série de processos relacionados à fiscalização das emendas parlamentares, incluindo a investigação sobre o possível desvio de recursos destinados pelo deputado federal Mário Frias a entidades ligadas à produção de Dark Horse.
Investigação sobre Dark Horse
Em 10 de setembro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Make Up, autorizada por Dino, para investigar suspeitas de desvio de emendas parlamentares. Foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em quatro unidades da Federação.
A investigação examina a destinação de R$ 2 milhões em emendas indicadas por Frias ao Instituto Conhecer Brasil. Os recursos deveriam financiar projetos sociais, mas movimentações financeiras identificadas pela Polícia Federal levantaram suspeitas sobre a aplicação do dinheiro.
Frias nega irregularidades e afirma que o dinheiro foi destinado a projetos sociais. O caso também possui uma frente paralela no Supremo, onde o ministro André Mendonça conduz uma investigação envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e suspeitas relacionadas ao financiamento do filme.
Fiscalização das emendas
Em agosto, Dino encaminhou à Polícia Federal um relatório do Tribunal de Contas da União que apontou possíveis irregularidades envolvendo R$ 55,4 milhões em transferências realizadas entre 2020 e 2024.
Com a disputa presidencial encerrada, a expectativa relatada é de que Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República voltem a impulsionar as investigações, embora ainda não haja confirmação de novas operações.
Fonte / Com informações: ICL
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