Surto de ebola na República Democrática do Congo torna-se o mais letal da história do país

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O surto de ebola na República Democrática do Congo registrou 2.325 mortes, conforme dados do governo divulgados em 16 de novembro, superando o número de óbitos do período de 2018 a 2020 e tornando-se o mais mortal da história do país.

O Instituto de Saúde Pública do Congo informou que os casos confirmados subiram para 4.945, incluindo 101 novos casos detectados nas últimas 24 horas.

O surto atual, que é o 17º no país, já era o maior em número de casos. Três meses após o anúncio formal, a emergência sanitária agora só é superada pelo ebola registrado entre 2014 e 2016 na África Ocidental, que contabilizou 28.616 casos e 11.310 mortes na Guiné, Libéria e Serra Leoa, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Ausência de tratamento

A epidemia é causada pela espécie Bundibugyo do vírus ebola, para a qual não existem vacinas ou tratamentos aprovados. A taxa de letalidade subiu de cerca de 20% no início de junho para 46%.

Especialistas apontam que o avanço da letalidade não indica mutação do vírus, mas sim deficiências na vigilância, na detecção de casos e no acesso aos cuidados médicos.

“Normalmente, à medida que um surto progride, a taxa de letalidade deveria cair, pois o rastreamento de contatos melhora e os pacientes são identificados e tratados mais cedo”, afirmou Thomas Parisch, especialista em saúde pública da organização Médicos Sem Fronteiras.

O ebola é transmitido por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, podendo causar febre, vômitos, diarreia e hemorragias.

Fonte / Com Informações: Agência Brasil

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