Casos de estupro e estupro de vulnerável aumentam 13% no Amazonas, aponta anuário

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O Amazonas registrou alta de 13% nos casos de estupro e estupro de vulnerável em 2025, passando de 1.551 para 1.769 ocorrências. Os dados constam no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta semana, colocando o estado na contramão da média nacional, que apresentou redução de 5,5% no mesmo período.

Enquanto 21 estados brasileiros registraram queda nos índices, o Amazonas integrou o grupo de seis unidades federativas com aumento, ao lado de Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Pará, Paraíba e Maranhão. Entre as vítimas do sexo feminino, as ocorrências no estado subiram de 1.353 para 1.569, o que representa um acréscimo de 14,9%.

Fatores e atuação da rede de proteção

Para a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), Amanda Ferreira, o aumento nas estatísticas também reflete a maior credibilidade e atuação dos órgãos de segurança.

“Existe uma credibilidade maior no número de denunciados sendo presos, ou seja, uma atuação maior da polícia, mas também existe uma atuação gigantesca da Rede de Proteção da Criança e do Adolescente no Amazonas. Envolve todo mundo: saúde, educação, assistência, a sociedade civil organizada falando sobre denunciar, falando sobre os crimes também e desmistificando o que é crime. Estamos falando para as crianças e adolescentes quais são os tipos de crime”, afirmou.

Por sua vez, o pesquisador e antropólogo Daniel Guimarães destacou que o estado enfrenta um cenário preocupante que engloba o isolamento geográfico, a violência intrafamiliar — onde mais de 80% dos abusos ocorrem na residência da vítima — e a expansão do crime organizado.

“Um dos principais fatores é o isolamento geográfico. A grande extensão territorial do Amazonas e a dependência do transporte fluvial dificultam o acesso rápido das forças de segurança, dos serviços de assistência social e dos órgãos de proteção às comunidades ribeirinhas e aos municípios do interior”, explicou Guimarães.

O especialista também alertou para o crescimento de crimes virtuais, como a produção, posse e distribuição de material de abuso sexual infantil, impulsionado pelo uso desregulado das redes sociais e plataformas digitais.

Fonte / Com Informações: A Crítica

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