Senador Jader Barbalho vai relatar projeto que regulamenta seguros privados
O senador Jader Barbalho assumiu a relatoria do PLC 29/17, projeto de lei que estabelece novas regras para os contratos de seguro privado. Polêmico, o projeto que regulamenta o setor é visto com bons olhos pelos órgãos de proteção ao consumidor, como o Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),que defendem que as normas protegem os usuários e podem diminuir os conflitos judiciais.
O PLC 29/2017 unifica regras esparsas, abrangendo consumidores, corretores, seguradoras e órgãos reguladores. O projeto trata de princípios, carências, prazos, prescrição, de condutas específicas para seguro individual e coletivo, bem como de deveres e responsabilidades dos segurados e das seguradoras. Um dos pontos de destaque, para essas entidades, é a transparência, além de consolidar em lei muitos comandos já pacificados na jurisprudência
Para essas entidades, a nova lei deve garantir mais segurança jurídica e fortalecer o mercado. O projeto, já aprovado pela Câmara dos Deputados, estabelece que as disputas podem ser resolvidas por meio de arbitragem e prevê o prazo de um ano para que o cliente peça a indenização da seguradora.
Já para o mercado de seguros, que encaminhou ontem, 17, nota à imprensa, assinada por mais de 100 empresas do setor, o projeto pode inviabilizar o Open Insurance – Sistema de Seguros Aberto, que permite que, exclusivamente a partir do consentimento do consumidor, seus dados sejam compartilhados entre empresas do setor de forma segura, ágil, precisa e conveniente -, além de trazer “perdas evidentes para toda a sociedade brasileira”.
De acordo com a nota, a proposta afeta “diversos setores que dependem de proteções de seguro, como agropecuária, grandes obras, mineração, extrativismo e varejo e consumo em geral”.
Ainda segundo a nota, o texto do PLC 29/17, como está, coloca em risco conquistas regulatórias, entre elas a liberdade de negociação, a simplificação e a flexibilização de produtos, além de padronizar “garantias para riscos naturalmente desiguais”, ao equiparar “grandes segurados”, como uma plataforma de petróleo, a “consumidores hipossuficientes”, como aqueles que contratam o seguro de celular. “Isso aconteceria em função da exigência que o PLC faz, em qualquer caso, do registro prévio das condições contratuais”, exemplifica o comunicado.
O projeto é de autoria do ex-deputado e ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT-SP), e começou a tramitar na Câmara dos Deputados em 2004. Ao longo deste tempo, recebeu sugestões de juristas, técnicos e especialistas no tema, até ser aprovado em abril de 2017.
CONTINUE ACOMPANHANDO
Mais notícias da sua região
Notícias de
Carregando notícias…
Ver todas as notícias da regiãoO que você achou desta notícia?
✓ Obrigado por participar! Sua reação foi registrada.
Não foi possível registrar sua reação. Tente novamente.
🔒 Privacidade: este recurso não solicita nem armazena dados pessoais. Registramos apenas totais agregados de reações. Sua escolha fica salva somente neste navegador para evitar votos repetidos.





