Poluição persiste em Manaus por dez dias e governo convoca comitê
Capital amazonense acumula dez dias sob forte névoa de fumaça, levantando debates sobre a eficácia da fiscalização e o tempo de resposta oficial
A capital amazonense registra dez dias consecutivos de forte poluição do ar e fumaça intensa, cenário que levou o governador Roberto Cidade a convocar em caráter de urgência o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais (Copec) neste sábado (17). Apesar das ações anunciadas pela gestão estadual, a persistência da névoa tóxica levanta questionamentos sobre a efetividade e o tempo de resposta do poder público no combate aos focos de calor.
Em publicação nas redes sociais, o chefe do Executivo estadual reconheceu a gravidade do problema na capital. "Mas a situação continua grave. E precisamos agir com ainda mais intensidade", declarou Cidade. O material disponível não demonstra de forma conclusiva se a demora na melhoria da qualidade do ar decorre de falhas operacionais na fiscalização dos incêndios criminosos citados pelo governador ou da intensidade das condições climáticas adversas.
Para tentar conter o avanço das chamas, a administração estadual destacou investimentos prévios, como o programa Amazonas Mais Verde, além da contratação de 153 brigadistas florestais e da ampliação de bases permanentes do Corpo de Bombeiros de 11 para 25 municípios. No total, o estado aponta a mobilização de mais de mil bombeiros e brigadistas, acompanhada pela proibição do uso do fogo por 120 dias em todo o território amazonense.
Durante o anúncio, Roberto Cidade também defendeu a responsabilização legal dos autores de crimes ambientais. "Quem provocar incêndios criminosos precisa responder com todo o rigor da lei", afirmou, ressaltando que a prioridade atual é a proteção da população afetada pela crise ambiental.
Pedido de reforço aéreo ao governo federal
Como desdobramento das ações de enfrentamento, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, coronel Orleilso Muniz, enviou um ofício ao governo federal solicitando o envio de quatro aeronaves de grande porte. O pedido abrange o período de 25 de outubro a 25 de dezembro.
Segundo a corporação, os equipamentos são considerados essenciais para otimizar o transporte de equipes, ampliar o alcance nas frentes de combate e realizar o reconhecimento aéreo das áreas afetadas pelas chamas. "Estamos enfrentando uma situação que exige o emprego de todos os recursos disponíveis", pontuou o coronel Orleilso Muniz.
Fonte / Com informações: Amazonas Atual
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