Ministério da Saúde pede avaliação de semaglutida e liraglutida para o SUS

A pasta protocolou solicitação para que a Conitec analise a inclusão de medicamentos contra a obesidade na rede pública

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O Ministério da Saúde protocolou um pedido para que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde avalie a inclusão de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida na rede pública para o tratamento da obesidade.

A solicitação amplia o escopo de fármacos analisados. Anteriormente, a discussão sobre a oferta das chamadas canetas emagrecedoras concentrava-se predominantemente na semaglutida. O processo na Conitec representa uma etapa obrigatória que precede eventual incorporação, exigindo ainda a definição de critérios clínicos caso haja recomendação favorável.

Contexto e preços

Na semana anterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que os tratamentos seriam disponibilizados pelo SUS. Atualmente, os fármacos da classe GLP-1 não contam com ampla distribuição pública, embora o Ministério da Saúde mantenha um estudo no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, acompanhando cerca de 250 pacientes com indicação para cirurgia bariátrica.

Como fator determinante para a nova solicitação, a pasta apontou a retração nos custos. Com a entrada de novos concorrentes no mercado, os preços caíram cerca de 70% em menos de um ano. Atualmente, o país contabiliza 25 canetas emagrecedoras com registro, das quais 14 receberam aprovação em 2026.

Histórico da liraglutida e avanço da obesidade

O novo pedido engloba princípios ativos que perderam a proteção de patente. A inclusão da liraglutida difere de uma avaliação anterior realizada em 2025, quando a comissão recomendou a não incorporação do item para pacientes com obesidade e diabetes tipo 2.

O avanço da condição no país impulsiona a discussão. Dados oficiais indicam que o percentual de adultos com obesidade no Brasil passou de 11,8%, em 2006, para 25,7%, em 2024.

Fonte: Olhar Digital

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