ONU revela o que deseja para o mundo em 2026

O secretário-geral da ONU, António Guterres, discursou nesta quinta-feira (15) na Assembleia Geral das Nações Unidas, com um chamado firme à adesão plena aos princípios da Carta da ONU. Ele defendeu ações concretas pela paz e união internacional, em meio a um cenário global de conflitos, desigualdade e desinformação.

Segundo Guterres, o mundo vive um tempo de caos, marcado por impunidade, racismo, fanatismo e exclusão. Para ele, os desafios atuais exigem mais do que discursos: exigem fidelidade aos fundamentos da ONU.

Três prioridades para o ano

O secretário-geral apresentou os três princípios que guiarão a atuação das Nações Unidas em 2026:

1. Cumprimento fiel da Carta da ONU
A Carta é, segundo ele, um pacto universal, que deve ser respeitado sem relativizações ou exceções. “Não há argumento possível para ignorar seus princípios”, afirmou.

2. Compromisso com a paz
Guterres reforçou que a paz é a essência do trabalho da ONU, e precisa ir além do cessar-fogo. É necessário enfrentar as causas profundas dos conflitos, buscando soluções duradouras e justas.

3. União em tempos de divisão
O secretário alertou para o avanço do racismo, da xenofobia nacionalista e do fanatismo religioso, que desintegram sociedades e corroem a confiança. Ele criticou o uso da desinformação e do discurso de ódio para excluir, em vez de acolher.

“A ONU é uma promessa viva”

Guterres lembrou que a ONU representa uma promessa feita ao mundo — a de que, mesmo com divergências, os países buscarão soluções conjuntas. “Essa promessa não será abandonada”, garantiu.

Conflitos e desenvolvimento

O discurso também abordou os principais conflitos em curso, incluindo Gaza, Ucrânia, Sudão, Iêmen, Haiti, Mianmar, Sahel e República Democrática do Congo. No caso da Faixa de Gaza, ele defendeu a implementação total do cessar-fogo e a retomada do caminho para a solução de dois Estados, com base no direito internacional.

Ao final, fez um alerta: nove dos dez países com menor Índice de Desenvolvimento Humano estão em guerra. “Não é coincidência. Sem desenvolvimento, não há paz”, concluiu.

Com informações da ONU.

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