
Trump ameaça anexar Groenlândia e atacar Colômbia após ofensiva na Venezuela
Um dia após bombardear a Venezuela e sequestrar o presidente Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a causar tensão internacional neste domingo (4), ao ameaçar anexar a Groenlândia e sugerir uma ação militar contra a Colômbia, governada por Gustavo Petro.
Groenlândia rejeita retórica de anexação
Em entrevista à revista The Atlantic, Trump afirmou que os EUA “precisam da Groenlândia” não por causa dos recursos minerais, mas por questões de segurança nacional:
“Tem navios russos e chineses por todas as partes. Precisamos da Groenlândia para nossa defesa.”
A ameaça foi duramente criticada por autoridades do norte da Europa. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, lembrou que os EUA já têm um acordo de defesa com o Reino da Dinamarca, e classificou a proposta como sem sentido:
“Os EUA não têm qualquer direito sobre países do Reino da Dinamarca. A Groenlândia não está à venda.”
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, também se pronunciou:
“Nosso país não é objeto de retórica de superpotência. A ameaça é inaceitável.”
Governos da Finlândia, Noruega, Suécia e Reino Unido expressaram apoio à Dinamarca. O premiê britânico Keir Starmer reforçou que o destino da Groenlândia cabe apenas à própria Groenlândia e à Dinamarca.
Colômbia sob ameaça
Trump também atacou o presidente colombiano Gustavo Petro, chamando-o de “homem doente” e insinuando envolvimento com o tráfico:
“A Colômbia está muito doente. Petro gosta de produzir cocaína e vendê-la aos EUA. Isso não vai continuar por muito tempo.”
Petro respondeu com firmeza, dizendo não ser ilegítimo nem narcotraficante, e pediu ao povo que resista a qualquer violência externa:
“Meus bens e extratos bancários são públicos. Confio no povo colombiano. A ordem é resistir com dignidade, não com violência.”
Com informações da Agência Brasil.




