BRICS cobram dos países ricos US$ 1,3 trilhão em financiamento climático até a COP30

Grupo defende justiça climática e mais ambição de nações desenvolvidas.

Os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), ampliado com novos membros como Irã e Emirados Árabes, reivindicam US$ 1,3 trilhão por ano em financiamento climático dos países desenvolvidos, a partir de 2030. O posicionamento foi divulgado nesta segunda-feira (8), durante reunião do grupo sobre meio ambiente, em Brasília.

O valor é considerado necessário para que os países em desenvolvimento cumpram suas metas climáticas e garantam uma transição justa, especialmente no contexto da próxima Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP30, que será realizada no Brasil, em 2025.

Países desenvolvidos devem liderar

Os BRICS cobram que as nações desenvolvidas assumam a liderança na redução de emissões de gases de efeito estufa, com metas mais ambiciosas e financiamento adequado. O grupo reiterou a importância do princípio das “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”, estabelecido no Acordo de Paris, que reconhece o peso histórico das nações ricas na crise climática.

“O BRICS reconhece o papel central do financiamento climático, da transferência de tecnologia e da capacitação como instrumentos para fortalecer a ambição climática nos países em desenvolvimento”, destacou o documento conjunto.

Cobrança por ações concretas

O grupo também criticou o não cumprimento da promessa anterior de US$ 100 bilhões anuais, feita em 2009 pelos países ricos. Segundo os BRICS, falta transparência e clareza sobre como os valores são aplicados e se realmente apoiam ações climáticas nos países do Sul global.

Além disso, os membros defenderam que o novo marco de financiamento climático seja construído de forma “justa, inclusiva, transparente e participativa”, com recursos novos e adicionais aos fluxos financeiros já existentes.

Justiça climática como princípio

A reunião em Brasília reforçou a noção de justiça climática como diretriz central da atuação dos BRICS na agenda ambiental. Isso inclui reconhecer desigualdades históricas, apoiar populações vulneráveis e garantir que a transição energética não aprofunde desigualdades sociais ou econômicas.

COP30 no Brasil amplia pressão

Com a realização da COP30 marcada para Belém (PA), em novembro de 2025, o Brasil assume papel estratégico nas negociações climáticas. A demanda dos BRICS por maior comprometimento financeiro dos países ricos coloca ainda mais pressão sobre os líderes globais que estarão presentes na conferência.

Com informações de: Agência Brasil

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